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Nesta primeira análise ao segundo teste do «Campeonato da Língua Portuguesa» vamos deixar mais do que uma hipótese nas perguntas que suscitam dúvidas. A discussão é bem-vinda… (actualização).
Quantos erros encontra neste texto?
Resposta: C (9).
1. O verso de Camões «É um contentamento descontente» contém
Resposta: C – um paradoxo.
2. Qual das seguintes frases está correcta?
Resposta: A – Há que ser realista.
3. Qual destas afirmações é falsa?
Resposta: C – As frases conclusivas apresentam-se em alternativa.
4. Na frase «O carro do meu pai é o mais rápido do bairro», qual é o grau do adjectivo?
Resposta: B – superlativo relativo de superioridade
5. «Cumprimento» e «comprimento» são palavras
Resposta: C – parónimas
6. Qual dos seguintes nomes gentílicos não é o de um natural de Trás-os-Montes?
Resposta: B – Trás-montano
7. Como classifica, quanto à forma, a frase «Os calceteiros é que reparam o pavimento»?
Resposta: C – enfática
8. O que significa o adjectivo «divicioso»?
Resposta: A – rico
9. Na frase «A mim, ninguém me cala», como classifica, quanto à função sintáctica, «a mim»?
Resposta: B – complemento objecto directo pleonástico
10. Que recurso estilístico se encontra na frase «Uma lágrima espreitou-me um instante os olhos, e recolheu-se depois, surpreendida»?
Resposta: B – personificação.
11. Na frase «Pelas serras foi dado o brado de alerta aos camponeses», classifique, quanto à função na oração, «pelas serras».
Resposta: B – complemento circunstancial de lugar por onde.
12. Indique o sujeito da frase «Fadista era o nome do cão do velho»
Resposta: B – o nome do cão do velho.
13. Apenas um infinitivo está correctamente escrito. Qual?
Resposta: E – analisar
14. Qual é a frase correcta?
Resposta: D – O carro é demasiado grande para a garagem da casa
15. A consoante «t» considera-se
Resposta: A – oclusiva surda linguodental
16. A «hebelogia» estuda
Resposta: D – a adolescência
Quantos erros existem no seguinte texto?
Resposta: D (15).
17. Qual é o recurso estilístico presente na frase «Estala-se-me o coração de tanta guerra»?
Resposta: B – hipérbole
18. Qual a frase correcta, segundo a norma de Portugal e não segundo alguns exemplos literários?
Resposta: A – Ela foi uma das que sobressaíram no grupo de trabalho.
19. Qual é o superlativo absoluto sintético de «sagrado»?
Resposta: B – sacratíssimo
20. Indique qual a frase correcta.
Resposta: A – Ele recordou-se de que estivera naquele restaurante em Dezembro passado.
21. O verbo «saraivar» é
Resposta: C – impessoal.
22. Na frase «És um dos raros homens que têm o mundo nas mãos», a oração «que têm o mundo nas mãos» classifica-se como
Resposta: C – subordinada adjectiva restritiva.
23. A «egofagia» designa o hábito de
Resposta: C – comer carne de cabra
24. A palavra «alga» é de origem
Resposta: B – latina
As nossas respostas não têm o carimbo de correcto. São resultado, apenas, das nossas escolhas e dadas à laia de sugestão. Aceitamos correcções fundamentadas aos nossos palpites. Atenção à data limite para a recepção via web do segundo teste: 18 horas do dia 14 de Fevereiro. Boa sorte para todos.
jcl
O Museu do Sabugal apresenta entre 2 de Fevereiro e 2 de Março uma selecção de trabalhos em ferro forjado, granito e madeira de mestre Fernando Monteiro Fernandes. O Capeia Arraiana esteve na inauguração e aproveitou para estar à fala com o artista.
Fernando Monteiro Fernandes nasceu na freguesia do Soito, concelho do Sabugal, há 50 anos. Filho, neto e bisneto de ferreiros herdou a forja da família onde eram moldados e produzidos utensílios agrícolas para vender nos mercados. No sangue corre-lhe a arte dos seus antepassados mas agora utiliza-a para transformar o ferro em obras de arte originais e únicas.
A oportunidade surgiu e no sábado, 2 de Fevereiro, foi inaugurada no Museu do Sabugal a exposição temporária do mestre Fernando na presença de muitos admiradores e amigos. A mostra está aberta ao público até 2 de Março e reúne uma selecção dos seus melhores trabalhos. O visitante é surpreendido com a versatilidade do artista em trabalhar e conjugar materiais tão independentes como o ferro forjado, o granito da Beira e a madeira de castanho. Algumas peças são dinâmicas e com vida própria como, por exemplo, a metamorfose da meia-cara de Fernando em cinzeiro.
«Quando agarro o material em bruto nunca sei o que vai sair dali. Utilizo sempre materiais da região e trabalho peças únicas com vários tamanhos em madeira de castanho que é a mais linda de todas», diz-nos com simplicidade mas firme nas convicções. «É preciso entender a arte. É preciso ir ao encontro da arte. Eu gosto dos materiais que transformo dando-lhes uma nova vida», concretiza.
Fernando vive exclusivamente da venda dos trabalhos que cria e já passou por diferentes fases pessoais e profissionais. «Percorrer a vida faz-nos ter mais certezas. Quando nasceu a minha primeira filha ia de loja em loja vender os meus trabalhos. Agora já há mais reconhecimento da qualidade e do meu valor enquanto artista. Uma vez convenci um cliente a comprar-me um trabalho. Foi difícil. Ele não o considerava interessante. Mas acabou por levá-lo. Passado muito tempo voltei a encontrá-lo e ele disse-me: ‘Tinha razão. As pessoas quando entram na minha casa olham em primeiro para a sua escultura. Ninguém fica indiferente.’»
Fomos percorrendo a exposição e parámos numa peça que se interpôs na nossa conversa. «A esta chamo-lhe Atlântida Perdida. Fala dos descobrimentos e da epopeia marítima dos portugueses. Criar! Para mim não há palavra mais bonita. Utilizo os três elementos, ferro, madeira e granito e dou movimento criativo às peças provocando uma interacção entre o objecto e quem o observa. Quem conhece a minha obra tem tendência a procurar esses movimentos escondidos», explica-nos baixinho como quem desvenda um segredo.
Símbolo de uma mentalidade e de uma cultura particulares ligada à perenidade dos materiais revelando concepções estéticas muito particulares o artista sabugalense, Fernando Monteiro Fernandes, confessou a terminar um sonho: «Gostava de fazer uma exposição na Mãe-d’Água em Lisboa. Talvez um dia se concretize.»
jcl
Numa indicativa inédita, a Câmara Municipal de Pinhel levou a biblioteca do município às escolas das aldeias do concelho, com vista à promoção do gosto pela leitura. Ainda dentro desse objectivo está prevista para os dias 19 e 20 de Fevereiro a vinda do escritor António Torrado ao concelho.
Entre os dias 11 e 25 de Janeiro a Biblioteca Municipal de Pinhel promoveu o livro e sensibilizou os jovens para a leitura, tornando-se itinerante. O projecto designa-se «A Biblioteca vai à escola», e está para continuar.
Os livros que foram às escolas do 1.º ciclo das aldeias foram criteriosamente seleccionados, tendo em vista escolher as obras apropriadas para as crianças. Já nos locais de visita cada aluno pôde requisitar um livro e cada escola três livros, que ficarão confiados ao professor durante três semanas, sendo depois substituídos por outros.
Nesta primeira vista, a biblioteca foi às escolas que mostraram interesse na iniciativa, o que aconteceu com Pínzio, Gouveias, Freixedas, Alverca da Beira e Pala. No total isso representou a inscrição de 82 crianças como leitoras e a requisição de cerca de 200 livros. A forma como os alunos aderiram à campanha deixou satisfeitos os responsáveis pela mesma.
Entretanto Biblioteca Municipal de Pinhel vai dar continuidade à iniciativa «Encontro com o escritor», em parceria com o Conselho de Docentes Pinhel B. Nesse âmbito o escritor António Torrado, autor de literatura infanto-juvenil, vai estar na cidade nos dias 19 e 20 de Fevereiro, para conversar com os jovens do concelho. Para que a iniciativa corra pelo melhor, os professores começaram já a cativar os alunos para a leitura dos livros de António Torrado.
Trata-se de um escritor de sucesso, com imensa obra publicada e que ganhou já vários galardões literários, nomeadamente o Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.
Sendo natural do Sabugal um outro grande escritor infanto-juvenil, Manuel António Pina, fica aqui a sugestão para que o respectivo Município, de parceria com as escolas, tome a iniciativa de também o convidar a ir ao concelho encontrar-se com os jovens estudantes.
plb

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