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Aristides Duarte vai lançar a 3.ª edição da sua obra «Memórias do Rock Português» com novas imagens e uma capa renovada.
A publicação, em edição de autor, foi revista e actualizada com novas imagens e uma capa renovada e estará à venda a partir de meados de Fevereiro. Contém 230 páginas (14 a cores) com muitas fotografias e relata a história da música moderna portuguesa, desde os tempos do «yé-yé», nos anos 60.
A edição inclui cerca de 60 biografias de bandas e artistas da música moderna portuguesa, desde «Os Claves» aos «Mão Morta». Há, ainda, espaço para relatos de concertos, uma entrevista, muita memorabilia e uma discografia básica do rock português.
Recorde-se que a primeira edição da obra foi lançada em Abril de 2006. Em Outubro do mesmo ano saiu para os escaparates revista e aumentada a segunda edição.
Ambas as edições esgotaram, pelo que esta terceira edição servirá para aqueles que nunca adquiriram a obra, ou para aqueles que queiram manter-se actualizados com tudo o que, desde Outubro de 2006, aconteceu nos meandros do rock português.
O livro tem muitas referências ao concelho de Sabugal, nomeadamente relatando episódios ocorridos em concertos nos famosos Bailes de Finalistas do antigo Externato Secundário do Sabugal ou noutros locais.
Aristides Duarte, natural de Soito (Sabugal) é professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico e, há uma década um caminho de divulgação da música portuguesa, nas páginas do semanário «Nova Guarda» e através do seu blogue «http://rockemportugal.blogspot.com» onde os acontecimentos musicais do concelho, desde que relacionados com a temática da música moderna, não deixam de ser relatados.
A obra poderá ser adquirida directamente ao autor através do endereço de e-mail: akapunkrural@gmail.com ou através do telemóvel 962929908.
Um segundo volume da obra, totalmente inédito, está nos planos do autor, o qual poderá surgir no final deste ano.
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Por ocasião do almoço anual da Confraria do Bucho, Capeia Arraiana esteve à conversa com o escritor bismulense Manuel Leal Freire, exímio apreciador da boa gastronomia raiana, membro da Confraria do Queijo da Serra da Estrela e presidente do Conselho Fiscal da Federação Nacional das Confrarias Gastronómicas.
Instado a pronunciar-se acerca da iniciativa da criação da Confraria do Bucho Arraiano, Leal Freire considerou ser uma iniciativa digna de aplauso, na medida em que assim se poderá defender um dos principais valores da nossa gastronomia regional, capaz de competir com qualquer outro prato nacional.
Manuel Leal Freire nasceu na Bismula e é advogado no Porto. Tem uma vasta obra literária publicada, nas áreas da etnografia, conto, poesia e ciências jurídicas. Profundo conhecedor da cultura popular raiana, é um apreciador da boa gastronomia tradicional. «Guardo desde novo uma inesquecível experiência gastronómica, que passou pelo contacto com o mais famoso cozinheiro da Guarda, o João do Grão. Era sogro de minha tia, em cuja casa estive alojado enquanto estudante. João do Grão veio para a cidade como cozinheiro do Passo Episcopal, mas depois criou um verdadeiro empório de comes e bebes. Tinha tabernas junto ao quartel, junto à Sociedade de Transportes e na feira. Tinha ainda pastelarias junto ao liceu e no centro da cidade, e ainda o restaurante A Floresta, que ainda hoje existe». Leal Freire recorda o João do Grão como um boémio e um exímio cozinheiro. «Confeccionava pratos excelentes, como a cebolada de frango, que era uma coisa assombrosa, o feijão com dobrada e o caldo de grão com enchidos, pratos típicos que marcaram a Guarda daquele tempo».
Da infância e da juventude, nas terras raianas, Leal Freire guarda na memória pratos de eleição, confeccionados pelas mulheres do povo, que relembra lamentando não estarem hoje suficientemente aproveitados: «O bucho, a chouriça de ossos, a morcela e outros enchidos. Também o arroz de lebre, a canja de perdiz, o coelho guisado, o arroz de miúdos de cabrito e as mílharas». Sobre as mílharas, ou papas de arolo, lembra que podiam ser gordas ou doces. Chamavam-lhe mílharas gordas quando feitas com a água onde se cozeu o bucho, e eram mílharas doces quando confeccionadas com água limpa ou leite e com adição de açúcar.
No tocante ao bucho, considera tratar-se de uma peça gastronómica única no mundo e de sabor inigualável. «Em Trás-os-Montes há o butelo, coisa parecida mas que não tem comparação com o nosso bucho. O mesmo acontece com o chamado bucho de Arganil e da Sertã, que é feito com arroz, nada tendo a ver com o nosso», considerou.
Concluímos a conversa falando sobre o papel da confraria no contexto da defesa e divulgação dos sabores tradicionais da raia sabugalense: «A Confraria pode fazer muito pela divulgação do bucho e da restante gastronomia raiana. Este almoço anual é muito importante, e deve manter-se. Agora parece-me fundamental que nestes almoços, em que o bucho é rei, se sirva também o caldo das baginas secas, ou de casulos, que tradicionalmente era comido com o bucho». Vamos tentar seguir a sugestão deste conhecedor e apreciador da boa comida tradicional.
plb
Após um tempo de reflexão e análise aos dados disponíveis sinto que, enquanto sabugalense, não posso calar a minha indignação carregada de dúvidas em relação ao tratamento subjectivo dos valores do estudo sobre a qualidade de vida nos municípios portugueses que coloca o Sabugal na posição 278.
Um espantoso estudo sobre «Qualidade de Viva» assinado por um professor e um técnico do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior, difundido pela Comunicação Social, coloca o concelho do Sabugal na posição 278 (e última) da tabela dos municípios portugueses.
Como o Sabugal aparece em último lugar uma primeira dúvida me assaltou de imediato. 278? Mas são 308 os concelhos portugueses. O que é feito dos outros? Os insulares não são portugueses? Bom, mas continuemos… O estudo baseou-se, segundo os autores, num anuário estatístico publicado em 2004 pelo Instituto Nacional de Estatística. Em 2004? E foi apresentado em 2008? Chamem a ASAE. Com quatro anos de atraso já deve estar fora de prazo… (mas o assunto é sério e vou tratá-lo com seriedade).
De acordo com os autores de tão arrojado estudo as palavras-chave são qualidade de vida, bem-estar e desenvolvimento regional. Tudo factores interpretativos e subjectivos que variam de pessoa para pessoa. No entanto a ficha técnica faz referência à medição do bem-estar com recurso à utilização de sofisticados programas, como por exemplo, o teste Kaiser-Meyer-Olkin, o teste de esfericidade de Bartlett ou o método Varimax. Elucidativo!
Em Direito da Comunicação aprendi que em publicidade é proibido falar em sabor porque o sabor não é comparável de pessoa para pessoa. Outros tempos!
Nas conclusões do estudo o ilustre professor afirma que «de uma maneira geral, os resultados obtidos não apresentam surpresas relevantes em relação aos resultados esperados tanto no que diz respeito aos primeiros lugares como aos últimos mas convém salientar que estes resultados dependem da selecção dos indicadores previamente realizada pelo que este ranking pode ser facilmente alterado mediante a alteração de um indicador». Importa-se de repetir?
Fundamental, credível e reconhecido unanimemente por todas os executivos camarários é o Indicador de Desenvolvimento Municipal (IDM) elaborado pela Municípia, S.A. que permite hierarquizar os 308 municípios portugueses em termos de desenvolvimento tendo em conta sete indicadores sectoriais especifícos devidamente descriminados e justificados. Aqui vos deixo as posições nacionais do concelho do Sabugal em três deles: Ambiente e Qualidade de Vida, 54.º; Índice de Investimento Municipal, 36.º; e Cidadania, 34.º
Apesar de revoltado não resisto a transcrever uma passagem de um artigo publicado em «www.jornalregional.com»: «Os cartazes a anunciar actividades populares nos Fóios pendurados nas paredes do gabinete na Universidade da Beira Interior (UBI) revelam a forte ligação que o professor mantém à terra natal. Na pequena aldeia do concelho do Sabugal, preserva a casa que herdou dos pais e sempre que pode é para lá que vai, para recuperar forças: ‘É o meu refúgio. A minha mulher até costuma dizer que sempre que estou doente e vou para a aldeia venho de lá melhor’, conta a sorrir. O professor confessa que gostaria de ver noutra posição o concelho onde nasceu, mas salienta que nesse trabalho ‘não foram contabilizadas variáveis que seriam mais penalizantes para os grandes centros, como sejam o tráfego e os vários tipos de poluição. Estes dados não estão disponíveis nem são facilmente, quantificáveis, por isso, não fizeram parte do estudo. Mas se fizessem, os municípios do interior estariam numa posição bem melhor”, conclui.» Elementar meu caro…
Afirmações lapidares e surpreendentes e que, se não fosse caso sério, podiam ser intituladas de «Portugal no seu melhor». Não acredito que seja um estudo encomendado mas é difícil fazer pior pelo concelho do Sabugal.
Umas palavras finais para todos os sabugalenses e em especial os que têm responsabilidades no nosso concelho:
– A Câmara Municipal do Sabugal deve aproveitar esta tentativa de negativizar o nosso concelho e potenciar as nossas (muitas) qualidades de vida.
– A Assembleia Municipal tem a dever de votar o «assunto».
– A Mesa das Juntas de Freguesia deve reunir e tomar uma posição de repúdio a tal «estudo».
– As associações do concelho encabeçadas pela ADES têm a obrigação de publicitar a sua indignação com a mesma convicção com que pedem apoios e subsídios.
Enquanto sabugalense atento registarei com muito interesse quem resolver assobiar para o ar ou enterrar a cabeça na areia.
Viva o ar puro do Sabugal! Viva a qualidade de vida do Sabugal! Vivam os verdadeiros sabugalenses!
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
A análise de um orçamento municipal representa sempre um exercício revelador da actividade autárquica.
Após ter feito uma breve análise ao Orçamento da Receita para 2008 da Câmara Municipal do Sabugal, debruçar-me-ei agora sobre o Orçamento da Despesa (OD) que, naturalmente tem um valor global idêntico ao da Receita: 27.721.674 euros.
Da análise do OD é possível retirar as seguintes conclusões principais:
1 – Existe um equilíbrio que se pode considerar saudável entre o «Orçamento de Despesas Correntes» e o de «Despesas de Capital», 43,2 e 56,8 por cento, respectivamente;
2 – As despesas directas com os eleitos municipais, atingem um valor de cerca de 320.000 euros, cerca de 1,3 por cento do OD, o que mostra de forma clara não terem normalmente os cidadãos razão quando afirmam que os «políticos» ganham demasiado…;
3 – As despesas com o pessoal atingem um valor muito superior perto dos 3,5 milhões de euros (12% do OD);
4 – Uma das características que considero negativa no OD prende-se com o facto de mais de mais de 22 por cento das verbas apresentadas se referirem a despesas somente identificadas como «Outras». A análise que efectuarei ao «Plano de Investimentos Plurianual (PPI)» e «Às Grandes Opções do Plano (GOPs)», permitirão perceber se tal aspecto é corrigido e todas as despesas se apresentam claramente identificadas;
5 – Das despesas identificadas, excluindo as despesas com o pessoal, devem salientar-se, por mais significativas as seguintes:
– Sistemas de drenagem de águas residuais – 4.757.436 euros;
– Viadutos, arruamentos e obras complementares – 3.348.507 euros;
– Água – 1.632.580 euros;
– Tratamento de efluentes/saneamento – 875.534 euros;
– Instituições sem fins lucrativos – 772.806 euros;
– Transportes escolares – 705.000 euros;
– Consumos de energia eléctrica – 597.985 euros;
– Delegação de Competências – 585.990 euros;
– Empresas públicas municipais e intermunicipais – 569.119 euros.
6 – Tem-se assim que as verbas destinadas ao pagamento do pessoal, à execução de sistemas de drenagem de águas residuais e a viadutos, arruamentos e obras complementares representam cerca de 45 por cento do total da despesa orçamentada;
7 – Igualmente será de salientar a elevada despesa que o Município tem na rubrica «Água», com um valor quase cinco vezes superior ao que a Autarquia recebe, proveniente dos consumos da totalidade da população do Concelho…;
8 – Significativa é igualmente a verba atribuída ao transporte escolar, resultante da necessidade de garantir a todas as crianças o direito à educação;
9 – Considero que a Autarquia terá de analisar rapidamente os seus consumos com água, electricidade e comunicações que representam, no total, 8,5 por cento do OD.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt

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