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Durante o mês de Fevereiro estará em exposição na cidade do Sabugal uma casa construída com materiais ecológicos, que poupam energia. A iniciativa é da Quercus e da Transcudânia, Associação Cultural do Sabugal, contando com o apoio da Câmara Municipal e das empresas Ricardo & Ricardos e Isol Lince.

A casa ecológica frente à Câmara MunicipalTrata-se de apresentar uma casa de pequenas dimensões, semelhante a um quiosque de rua, com cerca de 30 metros quadrados de área. A construção tem uma estrutura modular, desmontável e constituída por materiais de baixo impacte ambiental. A mostra permite ainda disponibilizar informação indispensável à construção de uma habitação mais amiga do ambiente.
Na casa ecológica o visitante toma conhecimento das novas soluções construtivas, como a utilização de aglomerado de cortiça ou papel reciclado para isolamento, o recurso a painéis solares para aquecimento ou produção de energia, a instalação de torneiras sem chumbo e com redutor de caudal para poupar água, ou ainda o uso de caixilharia de alumínio cem por cento reciclável.
A mostra faz parte de um projecto que teve início em 23 de Outubro, no Porto, numa das maiores feiras Internacionais de construção, a Concreta. Passou depois por Braga, Vila Real, Aveiro e Guarda. Do Sabugal a exposição prosseguirá viagem pelas restantes capitais de distrito do país.
Com esta digressão a associação ambientalista Quercus pretende sensibilizar as pessoas para as questões ambientais, com especial ênfase no aproveitamento da energia e na utilização de materiais não poluentes e recicláveis na construção civil.
plb

As estações do ano, outrora bem definidas, actualmente resumem-se a duas: o Inverno, com baixas temperaturas e chuva escassa e o Verão excessivamente quente e longo. Parafraseando uma velha frase conhecida na região podemos mesmo dizer que, as actuais estações do ano se resumem a duas: «a do Inverno e a do inferno.»

Joaquim Ricardo («Ideias Soltas»)Nas minhas duas últimas intervenções, percorri o meu olhar sobre o concelho do Sabugal analisando dois pontos que considero fracos: a falta de vias de comunicação que o ligue a outras regiões do país mais desenvolvidas (litoral) e à Europa, e sobre o abandono da população jovem e o envelhecimento da população. Hoje, continuo a aprofundar o mesmo tema – pontos francos: As suas riquezas (fraquezas) naturais.
Mas antes de entrar no tema, devo esclarecer o seguinte: O leitor deverá já ter pensado que o autor é um pessimista nato e só escreve coisas más sobre o concelho. Que nem tudo é assim tão mau!… E tem razão. Efectivamente a nossa terra tem coisas muito boas e é detentora de grandes recursos com potencialidades para se desenvolver e criar bem-estar social aos seus habitantes. Porém, é preciso analisar todos os pontos em confronto – fracos e fortes, para que a formação de uma proposta esteja completa e se possa então partir para o desenvolvimento do respectivo projecto, colocando em confronto o «bom e o mau» e fazer com que o «bom» vença o «mau», isto é, que os pontos fortes consigam influenciar ou ajudar a minimizar ou até eliminar os efeitos nocivos dos pontos fracos. Com este tema terminarei a análise dos três grandes pontos que, repito, em minha opinião e entre outros, constituem os pontos fracos da região. Nos próximos ensaios irei debruçar-me sobre os pontos fortes do concelho que, também em minha opinião, poderão ser os alicerces do desenvolvimento do concelho. Dito isto, vou falar sobre o tema de hoje.
A análise dos recursos naturais vai ser feita, tendo em atenção a riqueza ou não, do solo e subsolo e ainda da influência de um outro factor, não menos importe: O clima.
Infelizmente para todos nós e a menos que eu desconheça alguma recente descoberta, o nosso subsolo é pobre. Não possui minerais em quantidade que justifiquem uma exploração rentável. Seria bom que esta minha tese estivessem errada, isto é, que fosse descoberto um qualquer jazigo de ouro, diamantes ou mesmo petróleo ou gás e não estaríamos aqui todos preocupados com o desenvolvimento da região pois ele seria uma realidade e sem grandes esforços. Também nos situamos no interior do país e por isso não podemos contar com o natural recurso do mar e das suas praias! Enfim, naturalmente todas estas coisas nos passam ao lado. As estações do ano, outrora bem definidas, actualmente resumem-se a duas: O Inverno, com baixas temperaturas e chuva escassa e o Verão excessivamente quente e longo. Parafraseando uma velha frase conhecida na região podemos mesmo dizer que, as actuais estações do ano se resumem a duas: «a do Inverno e a do inferno»?
A agricultura e a pecuária também não poderão ter um grande desenvolvimento, devido aos factores relacionados com o clima que são essenciais para estas duas actividades. E a floresta existente não terá grande desenvolvimento a não ser que seja reconvertida para melhor adaptação à nova realidade climática, caso contrário estaremos a produzir combustível para ser devorado facilmente pelo fogo! A acrescentar a tudo isto, é preciso referir um outro aspecto não menos importante e que constitui também mais um entrave: A pequena dimensão das propriedades rurais e a resistência dos seus proprietários a alterar esta realidade.
Por tudo quanto ficou exposto, não será com os nossos recursos naturais que se consegue impulsionar o tão desejado desenvolvimento deste concelho. Porém, relativamente à floresta e à pecuária algo de muito importante se poderá fazer se conseguirmos ultrapassar alguns obstáculos burocráticos e o recurso a uma campanha informativa junto dos proprietários para redimensionar as propriedades rurais, tornando-as produtivas.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

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