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Durante o fim-de-semana alargado de Carnaval (1 a 5 de Fevereiro) decorrem na cidade de Gouveia diversas iniciativas promovidas pelo município. A Festa do Queijo está programada para o domingo gordo, 3 de Fevereiro, no Mercado Municipal.
O município de Gouveia tem vindo a apostar, nos últimos anos, na realização de várias iniciativas durante o fim-de-semana de Carnaval.
Na sexta-feira terá lugar o evento «Gouveia na História». O desfile terá início no Jardim da Ribeira, atravessará o centro e terminará em frente ao edifício dos Paços do Concelho.
No sábado à noite, no Teatro-Cine gouveense, é apresentada a comédia teatral «Não venhas atrás de mim», com Rosa do Canto e João Loy.
O destaque vai, mais uma vez, para o domingo gordo (3 de Fevereiro) com a Festa do Queijo nas instalações do Mercado Municipal. Nesse dia, está marcada para as nove e meia da manhã a saudação à cidade pela Sociedade Musical Gouveense Pedro Amaral Botto Machado. Durante toda a manhã terão lugar provas de queijo, uma mostra de cães da Serra e um festival de folclore. Pelas 15 horas terá início o cortejo carnavalesco com o tema «O Carnaval do Queijo».
Na segunda-feira à noite o pavilhão municipal abre as portas para o baile e o concurso de máscaras que finalizará com um espectáculo de pirotécnia no exterior.
Um espectáculo cénico, um cortejo, a queima do entrudo e um espectáculo piro-musical encerram as festividades de Carnaval em Gouveia.
jcl
Quem, natural da Raia, não tem na memória a melodia de um cântico de ritmo largo, que se entoava sobretudo nas celebrações eucarísticas, sendo música obrigatória nas procissões paroquiais do Santíssimo?
O autor da letra e da música foi o padre Joaquim Dias Parente, que durante anos a fio paroquiou uma das freguesias de Manteigas, tendo falecido em 1957.
Músico por irrepremível vocação, dormia com um caderno de pauta na mesinha de cabeceira, e com frequência acordava para anotar alguma nota que lhe surgia de dentro do peito.
Compôs cânticos religiosos diversos, incluíndo o bem conhecido «Senhora Nossa, Senhora Minha», mas também compôs música profana e destinada ao teatro e teve parte de leão no renovamento das bandas musicais de Manteigas (a Nova e a Velha), para as quais escreveu e adoptou muitas partituras.
No entanto, o cântigo que o tornou famoso é de facto o «Santos Anjos e Arcanjos» que deveio património litúrgico, já poucas pessoas se importando com o nome do autor. É um cântico a bem dizer oficial.
Escrevemos esta nótula, profundamente sensibilizado pela leitura de uma notável biografia que se publicou em Manteigas, para assinalar os 50 anos da morte do padre Joaquim Dias Parente. Nesta obra, devida ao incansável espírito e à criatividade intelectual do dr. Manuel Ferreira da Silva, o autor versa com rigor e saber o homem, a obra, a missão e a mensagem que o padre Parente nos legou, ao deixar no mundo verdadeiros momentos de eternidade.
Com esta obra, o dr. Ferreira da Silva honra o homenageado, mas também honra os compatrícios diocesanos e a sua própria figura de meritório biógrafo. Parabéns.
A edição é da Paróquia de Santa Maria de Manteigas.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com

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