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A tradição de Carnaval vai voltar à Guarda através do espectáculo de rua «Julgamento e Morte do Galo do Entrudo», oferecido pela empresa municipal Culturguarda, e que se realiza na tarde do dia 4 de Fevereiro.
O espectáculo pretende avivar a tradição popular do Entrudo de outros tempos na região da Guarda e aldeias e será representado nas ruas do centro da cidade da e na Praça Velha.
O «julgamento do galo» é uma tradição antiga que se fazia em diversas localidades, mas que caiu em desuso. Consistia na acusação de um galo, culpando-o de tudo o que de mal ia na aldeia, para depois se condenar à morte para assim se exorcizarem os malefícios.
O espectáculo é coordenado por Américo Rodrigues, director artístico do Teatro Municipal da Guarda, que também é o autor do respectivo guião.
A representação irá surgir à medida que os actores desfilam pelas ruas da guarda, envolvendo diversas colectividades do concelho.
Segundo nota que a Culturguarda divulgou, «são personagens neste espectáculo, entre outros, Augusto Gil (poeta), Alberto Dinis da Fonseca (advogado e antigo presidente da Câmara da Guarda), Joaquim Chamisso (poeta popular), Ribeirinha (alegada amante do rei D. Sancho I) e o Velho da Retaguarda, que assumirão a defesa ou a acusação do ‘culpado’» o Juiz será D. Sancho I, o monarca que fundou a cidade.
plb
Um emigrante de 48 anos, natural de Castelo Branco, foi ontem, 9 de Janeiro, interceptado pela Brigada de Trânsito da GNR a conduzir em contramão na auto-estrada A25, próximo da Guarda.
Segundo a Brigada de Trânsito, o homem, que é emigrante em França, foi interceptado de madrugada, no sentido Guarda – Vilar Formoso, conduzindo um veículo ligeiro.
O condutor, que inicialmente vinha de Vilar Formoso, terá invertido a marcha perto de Gonçalbocas, andando ainda em contramão cerca de quatro quilómetros. Segundo nota da Brigada de Trânsito, o homem «pensou que vinha mal», o que o levou a optar pela manobra perigosa.
Um condutor deu o alerta para o 112 e uma patrulha que estava próxima do local interceptou rapidamente o veículo, evitando o pior.
Efectuado o teste de alcoolémia, o mesmo foi negativo, mas mesmo assim o emigrante foi detido por condução ilegal para ser presente ao juiz do Tribunal da Guarda.
plb
Se a percentagem de idosos atinge hoje 40 por centro da população concelhia, os mesmos devem merecer uma atenção especial, devendo adoptar-se estratégias que conduzam a um aumento da qualidade de vida dos nossos «mais velhos».
Continuarei esta semana e as próximas a apresentar propostas de intervenção da Administração Local e tendo como destinatários os idosos do nosso Concelho.
Se hoje as nossas aldeias ainda não são um conjunto de casas fechadas que se abrem uma vez por ano, quando os seus proprietários aqui voltam, e os campos ainda não estão totalmente abandonados, muito se deve aos idosos que ali permanecem e, com as dificuldades da idade, continuam a fazer uma agricultura quase sempre de sobrevivência.
Muitos destes idosos auferem uma reforma muito baixa, o que é reflectido na isenção de pagamento de IRS, dado que os seus rendimentos os colocam em valores inferiores ao escalão mais baixo das tabelas daquele Imposto.
No entanto, essa isenção não existe para outros tipos de impostos ou de despesas, que, cujo pagamento é, quase sempre, subtraído à magra reforma que auferem.
Esta realidade leva-me a propor que a Câmara Municipal do Sabugal, à semelhança do que outras autarquias vêm fazendo, um conjunto de medidas destinadas a apoiar os idosos do Concelho que tenham mais de 65 anos e que estejam isentos de pagamento de IRS:
– Isenção de pagamento de IMI – referente ao prédio urbano de sua propriedade e onde vive, e dos prédios rústicos de que é proprietário;
– Isenção de pagamento de taxas municipais – taxa de conservação de esgotos e taxa de recolha de lixo doméstico;
– Redução de 50% na factura de consumo de água – até 5 m³;
– Redução de 50% no aluguer do contador de água;
– Comparticipação de 25% – na parte que cabe ao utente na aquisição, mediante receita médica, de medicamentos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde.
Estes apoios seriam atribuídos anualmente mediante candidatura do idoso a efectuar na Junta de Freguesia de residência, devendo obrigatoriamente verificar-se os seguintes requisitos mínimos:
– Apresentação da declaração de IRS comprovativa de isenção de pagamento referente ao ano anterior da candidatura;
– Idade superior a 65 anos;
– Declaração da Junta de Freguesia comprovativa de que o idoso habita a casa declarada há, pelo menos cinco anos, e nela continua a residir.
Tais medidas conduziriam, naturalmente, a uma diminuição de receitas e a um aumento das despesas por parte da Autarquia.
Mas mais uma vez, termino com a mesma pergunta das semanas anteriores:
Não merecerão os nossos «mais velhos» um serviço público que não entrave o seu direito à plena cidadania?
«Sabugal Melhor» opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt
A aldeia histórica de Sortelha acolhe no sábado, 12 de Janeiro, um colóquio sobre a vida e obra de Miguel Torga com a presença de José Cymbron, José Afonso, Maria Isabel Boura e outros ilustres especialistas.
Adolfo Correia da Rocha nasceu a 12 de Agosto de 1907 em São Martinho de Anta, aldeia transmontana no concelho de Sabrosa.
Em 1928, com 21 anos, inscreveu-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e exerceu a profissão de médico até à sua morte em 17 de Janeiro de 1995. Nesse mesmo dia secou a pena do escritor que desde 1934 utilizava o nome de Miguel Torga.
«São Martinho de Anta é a terra onde nasci e de onde verdadeiramente nunca sai» escreveu um dia o poeta que tem gravado na campa um poema intitulado «A Morte»:
Só no ouvido dos versos,
Onde a seiva não corre,
Uma rima perdura
A dizer com brandura
Que um Poeta não morre.
E é à volta da vida e obra de Miguel Torga que irão falar e discursar mais de vinte especialistas na Aldeia Histórica de Sortelha. O professor universitário José Cymbron, impulsionador do Dia de Miguel Torga a 12 de Agosto e estudioso da sua obra é uma das presenças confirmadas. O especialista não tem dúvidas em afirmar que «Torga é um dos maiores escritores de sempre da língua portuguesa porque durante 60 anos escreveu sobre Portugal com uma visão extremamente actualizada do que é a nacionalidade e a universalidade».
Estão previstas as intervenções de José Conceição Afonso, director regional de Castelo Branco do IPPAR, de Maria Isabel Boura, gestora das Aldeias Históricas e do director da Escola Secundária do Sabugal que estará acompanhado de alunos que irão ler textos do escritor.
«Miguel Torga escreveu sobre Sortelha numa das suas publicações denominadas Agenda, recebeu o Prémio Camões e é digno da nossa homenagem», esclareceu ao Capeia Arraiana, Luís Paulo, presidente da Junta de Freguesia de Sortelha. A iniciativa merece que seja apresentada pela voz do autarca: «A organização deste acontecimento cultural é uma parceria entre a Junta de Freguesia e o professor José Cymbron. Vamos descerrar uma placa alusiva ao acontecimento no Largo do Pelourinho e lançar a Rota Cultural de Miguel Torga de Sortelha até Espanha passando pelos Fóios», concluiu com orgulho.
jcl
Estatísticas do Sitemeter para: Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008.
Visitantes: 852 – Páginas Lidas: 1179.
Entradas entre as 18 e as 19 horas: 76.


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