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Inicio assim esta semana uma série de crónicas onde apresentarei e analisarei as propostas orçamentais e o Plano Plurianual de Investimento da Câmara Municipal do Sabugal, ratificado na Assembleia Municipal realizada em finais de Dezembro.
A análise de um orçamento municipal representa sempre um exercício revelador da actividade autárquica.
Começarei pelo Orçamento da Receita (OR), no valor global de 27.721.674 euros, de cuja análise é possível retirar as seguintes conclusões principais:
1 – Existe um equilíbrio que se pode considerar saudável entre o Orçamento de Receitas Correntes e o de Receitas de Capital, 43,2 e 56,8 por cento, respectivamente;
2 – O OR demonstra uma fragilidade muito elevada do Concelho face às transferências orçamentais da Administração Central, que representam no total 75 por cento do orçamentado;
3 – A Autarquia apresenta uma fraca capacidade de gerar receitas próprias (somente 25 por cento do total), factor agravado pelo facto de estas receitas serem provenientes sobretudo das rubricas «Concessão da EDP» e «Rendas de Infraestruturas de Água», no valor de 2.700.000 euros;
4 – As receitas provenientes do saneamento básico (recolha de lixo, abastecimento e tratamento de água) têm um peso relativo muito baixo de 2,5 por cento do OR;
5 – Igualmente as receitas provenientes dos Impostos Directos e Indirectos são muito escassas – somente 2,9 por cento, se se incluir a participação variável no IRS.
6 – Como o Município recebe 5 por cento do IRS gerado, esta receita reflecte a escassa riqueza gerada pelos residentes no Concelho a qual se prevê venha a atingir pouco mais de 3 milhões de euros em 2008;
7 – De salientar que as receitas provenientes do Imposto sobre Veículos atinge praticamente o mesmo valor do previsto com a participação variável no IRS – 133.877 e 157.240 euros respectivamente;
8 – Por último, saliente-se igualmente o valor muito reduzido do Imposto Municipal sobre Imóveis (o célebre IMI) 370.541 euros, ou seja, 1,3 por cento do total.
Não poderei terminar esta primeira crónica sem chamar a atenção para o peso muito reduzido que teriam as propostas que fiz anteriormente sobre isenções de IMI e da taxas aos idosos com mais fracos rendimentos.
Embora não seja possível quantificar, não errarei muito ao afirmar que tais isenções reduziriam o Orçamento da Receita para 2008 em menos de 0,1 por cento, isto é, um valor inferior a 30.000 euros.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt
As próximas jornadas parlamentares do Grupo Parlamentar do Partido Socialista acontecerão na Guarda, nos dias 25, 26 e 27 de Fevereiro.
O tema das jornadas do grupo parlamentar ainda não está escolhido, mas já existe a certeza que se realizarão na Guarda. A possibilidade de levar o Grupo Parlamentar socialista à cidade mais alta do país era uma hipótese há muito colocada pelo líder distrital do partido, o também deputado Fernando Cabral, que agora vê cumprido o seu desejo.
No ano 2007 os deputados do PS reuniu-se duas vezes em jornadas parlamentares, uma em Óbidos, dedicadas à reforma da administração do Estado, e outra em Tomar, dedicadas à reforma da Assembleia da República.
Os trabalhos das jornadas da Guarda serão orientadas pelo líder parlamentar, Alberto Martins, e serão encerradas, como vem sendo costume, pelo secretário geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates.
plb
O País ficou a saber ontem, terça-feira, 29 de Janeiro, da remodelação dos ministros da Saúde e da Cultura. Considero que a decisão peca por tardia e por manter ainda, mais três ministros que sempre considerei um prejuízo para Portugal: Obras Públicas, Ambiente e Agricultura.
O ministro da Saúde foi substituído por Ana Jorge (directora do serviço de pediatria do Hospital Garcia de Orta em Almada) e a ministra da Cultura por António Pinto Ribeiro (advogado, por exemplo, dos Gato Fedorento).
Após a tomada de posse no Palácio de Belém dos novos ministros, José Sócrates, afirmou que «compreendeu as preocupações das pessoas, especialmente na área da Saúde mas ninguém vai voltar atrás em nada» referindo-se à continuação das actuais políticas de Saúde. Em politiquês isto soa-me a «NIM», ou seja, nem sim nem não.
«As polémicas em torno da saúde com a demagogia da contestação e do encerramento de serviços e urgências, estavam a afectar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a imagem dos médicos», esclareceu ainda o primeiro-ministro. E dos bombeiros, acrescentamos nós!
Mas tenho vindo a defender o prejuízo para Portugal pelas actuações de cinco ministros: Saúde, Cultura, Obras Pública, Ambiente e Agricultura. E quem de cinco tira dois…
Considero que os restantes três não têm, também, condições, para se manter no cargo. Por incapacidade, por falta de rigor, por decisões e declarações que ficam para a história do absurdo. Senão vejamos:
O ministro da Saúde quase conseguiu destruir o SNS deixando sem assistência os idosos da Beira Interior. Declaração lapidar: «Os doentes foram atendidos na ambulância à porta das urgências porque esta estava melhor equipada.» Então só era preciso equipar melhor as urgências do Hospital, diria eu.
A ministra da Cultura, aquando do lançamento do Museu do Côa, soube onde ficava Vila Nova de Foz Côa mas não soube nem quer saber onde ficam os Fóios.
O ministro das Obras Públicas afirma, agora, com a mesma cara e sem se deixar rir, das vantagens do aeroporto no deserto de Alcochete.
O ministro do Ambiente tudo faz para ensinar o lince ibérico da Malcata a falar com sotaque algarvio.
E por fim o ministro da Agricultura que cada vez que volta de Bruxelas traz na manga mais uma medida para destruir o que resta da agricultura portuguesa.
Aqui vos deixo uma boa rábula dos Gato Fedorento. Ressalvo, contudo, a minha grande admiração e estima por todos os bombeiros voluntários do nosso País que de um momento para outro foram lançados às feras para tapar os buracos dos fechos das urgências.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
A Casa do Concelho do Sabugal já está presente na Internet pela mão do presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Luís Tomé, que nos enviou o comunicado que transcrevemos a seguir. Está dado mais um passo para a credibilização e recuperação do prestígio da instituição.
«Os fundadores da Casa do Concelho do Sabugal, que tive o gosto de conhecer pessoalmente, logo após a criação desta associação em 13 de Fevereiro de 1975, e mesmo de com eles participar nas actividades desenvolvidas ao longo de vários anos, seriam certamente os primeiros a apoiar as decisões tomadas na ultima assembleia geral, realizada no dia 16 de Janeiro.
A necessidade de uma vida associativa voltou a manifestar-se como fazendo parte intrínseca da condição humana num conjunto de pessoas de origens raianas, que se identificam fortemente como uma comunidade diferente de outras, não só pelo nascimento, mas também pelas tradições vividas por cada um de nós naquelas paragens.
Naquela reunião foram aprovadas todas as propostas da Direcção que foram apresentadas com o objectivo ultrapassar a crise económica, financeira e associativa da Casa do Concelho do Sabugal, bem como as que constavam do plano de actividades para 2008, de que se destacam a possibilidade de realização de duas capeias arraianas, torneios de sueca e de futebol e um rally paper no concelho do Sabugal.
Haverá ainda a possibilidade de a Casa do Concelho do Sabugal poder vir a ser mediadora na venda em Lisboa de produtos regionais, apoiando assim uma actividade económica de desenvolvimento das empresas do concelho do Sabugal.
Por fim, tenho o maior gosto de vir divulgar neste blogue da «Capeia Arraiana», o endereço da página oficial da Casa do Concelho do Sabugal, que foi aprovada por unanimidade na assembleia geral acima referida e que pretende tornar-se um meio de comunicação fácil com todos os sócios:
www.casadoconcelhodosabugal.pt
Este sítio na Internet irá ser gerido pelos órgãos sociais eleitos no dia 27 de Setembro de 2007, divulgando as actividades da associação e os seus resultados.
No entanto, as opiniões, ou sugestões de introdução de novos conteúdos, bem como de melhorias na página serão sempre bem vindas, pelo que apelamos a todos os sócios e aos naturais do concelho do Sabugal à participação neste projecto.
Lisboa, 28 de Janeiro de 2008.
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Luís Martins Tomé
O Município do Sabugal está entre os que decidiram não prescindir do total da receita de IRS que cabe às câmaras, ao contrário do que optaram Belmonte, Fundão, Manteigas e Figueira de Castelo Rodrigo, que assim contam contribuir para atrair pessoas e investimentos.
O Diário XXI fez uma análise às intenções das Câmaras Municipais face à Lei das Finanças Locais no referente aos cinco por cento de receita de IRS que cabe a cada Município da Beira Interior, concluindo que a sua maior parte não vai prescindir de parte da receita, em favor dos contribuintes ali domiciliados.
Para além de Belmonte, Fundão, Manteigas e Figueira de Castelo Rodrigo, também Oleiros e Vila de Rei, vão usar da prerrogativa que a lei faculta aos municípios, descontando, no geral, três por cento na receita de IRS. Os autarcas consideram que tal medida contribuirá para atrair mais pessoas, ou pelo menos evitar que muita gente abandone o interior em favor das cidades do litoral. Para alguns autarcas esta medida soma-se a outras que visam a fixação de pessoas, tais como subsídios aos nascimento e ao casamento, apoios à criação de empregos e à fixação de famílias jovens.
A medida de redução das receitas do IRS só terá efeitos nos orçamentos municipais do ano 2009, mas as autarquias que decidissem optar pela redução teriam que o comunicar até 31 de Dezembro de 2007 ao Ministério das Finanças.
O Sabugal foi um dos municípios que decidiu não penalizar o orçamento da Câmara Municipal, pelo que os contribuintes ali residentes não terão qualquer benefício fiscal dessa índole. Essa foi de resto a opção da maior parte dos municípios da Beira Interior, que no geral entendem que a medida não tem o peso suficiente para conseguir tornar-se num contributo relevante para a fixação das populações, além de que penaliza os orçamentos municipais.
plb
Para fazer face à falta de população, os países ricos recorrem à «importação» desta de países onde ela abunda ou seja, permitem a emigração de cidadãos de regiões menos desenvolvidas e esta medida resolve o problema da falta de naturais para executar as tarefas necessárias ao seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, os novos residentes contribuem para as tornar ainda mais ricas e prósperas.
Não é necessário gastar dinheiro com estudos para afirmar que a população de Portugal tem estado a envelhecer e irá continuar nessa direcção por muitos e bons anos. Este fenómeno, em si, não é mau pois ele resulta da melhor assistência médica que se faz sentir nos países desenvolvidos, provocando uma maior longevidade dos indivíduos, a que tecnicamente se dá o nome de aumento da esperança de vida. Por outro lado e no mesmo sentido, a mortalidade infantil tem também vindo a diminuir drasticamente no nosso país, também fruto da boa assistência aos novos compatriotas, tanto no momento do seu nascimento como nos primeiros anos de vida. Os dois fenómenos – aumento da esperança de vida e diminuição da mortalidade infantil – seriam os responsáveis, em teoria, pelo aumento da população de um qualquer país ou região, não fosse o facto de, para a análise referida estar completa, ser inevitável acrescentarmos mais um outro dado: A natalidade ou mais concretamente o seu aumento deficiente. Com efeito, a taxa de natalidade em Portugal é de 1,7 aproximadamente. Ou seja, cada casal não chega a repor o número de indivíduos necessários para o repovoamento.
O espaço ocupado pelo concelho de Sabugal, tem vindo ao longo dos últimos anos a sofrer das maleitas provocadas pelos fenómenos expostos atrás, aos quais acrescentaremos a não fixação de residência dos poucos habitantes aqui nascidos e criados. Com efeito, os naturais, chegados à idade da sua entrada no ensino superior migram para outras regiões do país, normalmente para o litoral, para aí frequentarem o ensino universitário ou politécnico e, normalmente, por lá ficarem depois de adquirirem as necessárias competências profissionais, contribuindo com o seu trabalho e saber para o seu próprio bem estar e potenciando o desenvolvimento da região onde se fixam. E assim, a região que os viu nascer não beneficia da sua formação e do seu labor! Por cá, ficarão os seus progenitores que em breve se tornarão idosos, engrossando ainda mais este número, já de si muito elevado.
O desenvolvimento e a riqueza de um país ou região não é proporcional ao volume da sua população mas sim ao seu nível cultural e intelectual. Se assim fosse, a China e a Índia, por exemplo, seriam os que apresentavam melhores índices de bem-estar e desenvolvimento. E, em contrapartida, os países com menor população, como é o caso do Luxemburgo, da Suíça, da Bélgica, etc. seriam os mais pobres do planeta. Mas não é assim e até constata-se exactamente o contrário, como também todos nós sabemos. A este propósito, lembra-me um ditado popular que diz: «Quem não tem cão, caça com gato!» Com efeito para fazer face à falta de população, os países ricos recorrem à importação desta de países onde ela abunda ou seja, permitem a emigração de cidadãos de regiões menos desenvolvidas e esta medida resolve o problema da falta de naturais para executar as tarefas necessárias ao seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, os novos residentes contribuem para as tornar ainda mais ricas e prósperas.
Pelo exposto, constata-se que o concelho de Sabugal, tem como um dos seus pontos fracos, o envelhecimento da sua população e ao mesmo tempo assiste ao êxodo da, também sua, população jovem. Estes factos, aliados a outros, são responsáveis pelo atraso no seu desenvolvimento e sendo um problema, ele deverá ser transformado em desafio para os actuais e futuros responsáveis locais pondo cobro a este fenómeno adoptando medidas que contrariem esta tendência. Caso contrário, teremos dentro de algumas dezenas de anos, um concelho transformado num imenso lar de idosos, sem gente para tomar conta deles.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo
dr_jfricardo@hotmail.com
Vamos dar início, aqui no Capeia Arraiana, à tentativa de resolução do primeiro teste do «Campeonato Nacional da Língua Portuguesa 2008». As nossas respostas podem, e devem, ser discutidas por outros participantes. Pretendemos incentivar a participação de todos os raianos sabugalenses em especial os alunos e professores do concelho do Sabugal. (actualização).
Nesta primeira análise ao 1.º Teste de Qualificação vamos deixar duas hipóteses nas perguntas (que ainda suscitam dúvidas) anulando as restantes. A discussão é bem-vinda… Actualizo as respostas ao teste após a discussão e os comentários gerados sem, contudo, ter certezas absolutas.
Quantos erros encontra neste texto?
Resposta: A – 13 erros.
1. Indique a frase correcta:
Resposta: C – Deu um pontapé por debaixo da mesa.
2. O feminino de ilhéu é…
Resposta: B – Ilhoa.
3. Qual é o plural de «turma-piloto»?
Resposta: A – Turmas-piloto.
4. Qual é a forma correcta?
Resposta: B – Tu hás-de ler.
5. Na frase «Na frase «São eles os líderes do país.», como classifica quanto à função na oração, «os líderes do país»?
Resposta: A – Sujeito.
6. Designa-se por pronome enclítico aquele que está ligado ao verbo
Resposta: A – No fim.
7. A consoante J é:
Resposta: B – Palatal.
8. Qual a frase correcta?
Resposta: A – Está um dia soalheiro; portanto vou passear.
9. Por ter escrito dezenas de romances e novelas, Agustina Bessa-Luís é uma autora:
Resposta: B – Prolífica.
10. Qual das seguintes palavras não é de origem árabe?
Resposta: E – Alvitre.
11. Qual destas frases é a correcta?
Resposta: B – Viajo de comboio, a fim de poupar para outros fins.
12. No verso «Fui cisne, e lírio, e águia, e catedral!» ocorre:
Resposta: D – Um polissíndeto.
Quantos erros existem no seguinte texto?
Resposta: D – 16 erros.
13. Na frase «Ninguém te vai agradecer.», o pronome «te» desempenha a função sintáctica de:
Resposta: C – Complemento objecto indirecto.
14. Qual destas frases está errada?
Resposta: C – Eles pensam passarem a vida a fazer requerimentos inúteis.
15. Complete o provérbio: «Quando não chove em Fevereiro, nem bom pão nem bom…
Resposta: D – Lameiro.
16. Diga qual é a forma irregular do particípio passado do verbo «afeiçoar».
Resposta: B – Afecto.
17. Nas frases «A princesinha fiava o linho.» e «O padeiro fiava aos camponeses.», como classifica, quanto à relação do sentido e da forma, a palavra «fiava»?
Resposta: C – Homónima.
18. Na frase «Eles consideram-no inteligente.», como classifica, quanto à função na oração, a palavra «inteligente»?
Resposta: C – nome predicativo do complemento directo.
As nossas respostas não têm o carimbo de correcto. São resultado, apenas, das nossas escolhas e são dadas à laia de sugestão. Aceitaremos comentários com correcções fundamentadas às nossas indicações. Continuaremos, em breve, a correcção do teste. Atenção à data limite para a recepção via web deste primeiro teste: 18 horas do dia 31 de Janeiro.
Este já terminou. Boa sorte para todos.
jcl
O Sabugal aparece classificado em último lugar (278.º) no estudo elaborado pela Universidade da Beira Interior (UBI) sobre a qualidade de vida nos concelhos portugueses.
O Índice Concelhio de Qualidade de Vida (IQV) elaborado pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da UBI coloca na última posição o concelho do Sabugal. Por outro lado os concelhos de Lisboa e de Albufeira apresentam a melhor qualidade de vida do País.
«O estudo baseia-se no anuário estatístico de 2004 do Instituto Nacional de Estatística e tem em conta centenas de variáveis quantitativas como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o consumo e variáveis qualitativas como a disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição», explicou o responsável pelo estudo, Pires Manso, professor catedrático da UBI.
Educação, mercado de emprego, infra-estruturas, ambiente económico e habitacional são valores igualmente avaliados pelo índice.
O Sabugal ocupa a última posição (278.º) com um IQV de 5,29 e Lisboa lidera com um IQV de 205,07.
O investigador da UBI conclui que «olhando para o fundo do ranking os últimos lugares são maioritariamente ocupados por municípios do Norte e Centro do País com 43 dos últimos 50 lugares a pertencerem a concelhos das duas regiões referidas».
jcl
Depois de dois assaltos a ourives, o Presidente da Câmara Municipal de Trancoso, Júlio Sarmento, reclama uma vigilância mais apertada das autoridades policiais, para se evitarem novas ocorrências.
Na última sexta-feira, dia 25 de Janeiro, um ourives que regressava do mercado de Trancoso, onde fora comerciar, foi assaltado na Estrada Nacional 102, junto ao Minhocal, já no concelho de Celorico da Beira. Foi o segundo assalto perpetrado contra ourives que frequentam aquele mercado, no espaço de dois meses. O facto preocupa o autarca da cidade, que decidiu enviar uma carta ao Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, exigindo um reforço dos meios de segurança, para assim se evitarem mais «actos de terrorismo e violência» como aqueles que têm ocorrido.
O primeiro assalto a um ourives aconteceu em 7 de Dezembro de 2007, e ocorreu em Celorico-Gare quando se dirigia para o mercado de Trancoso. Tanto o primeiro como o segundo assalto foram perpetrados à mão armada, com recurso a armas de elevado calibre e a carros de grande cilindrada, facto que alarmou as populações e revoltou o autarca de Trancoso, que defende mesmo uma redefinição do modus operandi das forças policiais. Para o edil, trata-se de «um novo tipo de criminalidade que exige um maior esforço e operacionalidade concentrado no concelho de Trancoso».
O ourives assaltado na sexta-feira foi agredido, resultando daí o seu internamento na unidade de cirurgia maxio-facial dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde foi sujeito a uma intervenção cirúrgica.
As duas viaturas de grande cilindrada que foram utilizadas no assalto foram incendiadas e abandonadas pelos assaltantes na localidade de Guimarães de Tavares, concelho de Mangualde. Tudo indica que se terão colocado em fuga numa outra viatura, também de elevada cilindrada, entretanto já apreendida em Mangualde, onde terá sido abandonada.
Os assaltantes, que demonstram grande capacidade organizativa, continuam a monte, estando a Policia Judiciária no seu encalço.
plb
A segunda quinzena de Junho de 2008 é o período apontado para a abertura do Lar de Nossa Senhora do Rosário, na Bismula, uma obra que nasceu e avança a partir da vontade popular, sem quaisquer apoios oficiais.
O povo da Bismula, pequena aldeia do concelho do Sabugal, colocou em marcha um plano ambicioso: construir o mais moderno e funcional lar de idosos da região. A população, maioritariamente idosa, anseia pela conclusão desse albergue do século XXI, cuja obra avança a bom ritmo.
Capitaneados por José Vaz, provedor da Santa Casa da Misericórdia, presidente da Junta de Freguesia e director do mensário Nordeste, o povo mobilizou-se pela causa do Lar. Constituída uma comissão, fundada a Misericórdia e eleitos os seus corpos gerentes, avançou-se com um projecto ambicioso e arriscado, à altura da coragem e da valentia do povo bismulense.
Capeia Arraiana esteve com José Vaz, na Bismula, numa visita guiada ao empreendimento. Por entre as paredes ainda em tijolos, o timoneiro foi mostrando o espaço destinado aos quartos (vinte no total), cozinha, lavandaria, arrecadações, salas de estar e de convívio, gabinete médico, área administrativa e até uma capela. «Cada um tem a sua fé, mas numa terra de católicos, não poderia aqui faltar um espaço de recolhimento e de oração», explica o diligente provedor.
«A obra está orçada em um milhão e 200 mil euros, estando já pagos 480 mil, correspondentes aos trabalhos efectuados», diz o nosso guia, que porém faz questão de ressalvar: «tudo foi feito com o dinheiro do povo. Temos beneméritos que doaram 10 mil euros, e outros que emprestaram elevadas quantias. Não recebemos nem um cêntimo de entidades oficiais. Tudo isto é exclusivamente obra do povo da Bismula». Perante tal revelação, não poderíamos deixar de perguntar se a Câmara Municipal deu algum apoio. «Até agora não recebemos nada, mas há dias disseram-me que deliberaram dar cinco mil euros. A verba é tão ridícula, face ao orçamento do projecto, que até me envergonho da ir receber».
Em finais de Junho deste ano espera ter o lar em funcionamento. Primeiramente entrarão 32 utentes, mas está prevista para mais tarde uma ampliação das instalações, para receberem mais idosos. «Só da Bismula virão logo para o lar 20 pessoas idosas», diz o anfitrião, que sabe ser grande a procura de espaço nos lares da região, pelo que não conta ter dificuldades em lotar o albergue.
Orgulhoso e satisfeito pelo andamento da obra, que é a concretização de um sonho, José Vaz mostra-se decidido em dar avanço ao arrojado empreendimento. Sabe que os idosos merecem o melhor e que os conterrâneos, mesmo os mais cépticos, lhe reconhecerão todo o valor, quando observarem o lar em funcionamento, fazendo mexer economicamente a aldeia e proporcionando amparo aos seus idosos.
plb
O Grupo Territorial da GNR da Guarda, registou um total de 64 ocorrências criminais na semana de 21 a 27 Janeiro, dentre danos, ofensas, moeda falsa, furtos e condução ilegal, que resultaram em 13 detenções.
Segundo comunicado da GNR, houve registo de 12 crimes de furto, sete de condução sob influencia do álcool, cinco de desobediência e agressões a patrulhas da GNR, cinco de ofensas à integridade física, três de dano, dois de passagem de nota falsa, dois de condução sem habilitação legal e um crime de roubo na via pública com uso de arma de fogo.
Durante a semana efectuaram-se 13 detenções, sendo seis por condução sob efeito do álcool, três por furto, uma por condução sem habilitação legal e três por crime contra a autoridade.
«Registaram-se no mesmo período 21 acidentes de viação», acrescenta a nota informativa, referindo que 16 deles resultaram de colisões e cinco de despistes. Dos acidentes houve a lamentar um ferido grave e seis ligeiros. «A velocidade excessiva e o desrespeito pela prioridade foram as principais causas da sinistralidade rodoviária neste período», conclui o comunicado assinado pelo comandante do Grupo, o Major Cunha Rasteiro.
plb
O Sporting Clube do Sabugal está na quinta posição do campeonato de futebol da 1.ª Divisão Distrital, após sofrer goleada em Aguiar da Beira. Já a Associação Cultural e Desportiva do Soito ocupa o segundo lugar do campeonato da 2.ª Divisão após derrotar em casa a equipa de Pinhel.
Após uma fulgurante campanha inicial, com vitórias sucessivas e consequente subida na tabela classificativa, o Sporting do Sabugal, conhece agora um período menos bom. Na 17.ª jornada do campeonato, disputada no passado domingo, o Sabugal foi perder por quatro a zero perante uma das boas equipas deste campeonato, o Aguiar da Beira. O clube raiano ficou com os mesmos 30 pontos com que partiu para a jornada, quedando-se agora na quinta posição, atrás de Meda, Aguiar da Beira, Foz Côa e Fornos de Algodres, que lidera destacado.
O outra equipa do concelho que participa nos campeonatos oficias de futebol, o Soito, passa por um bom momento de forma, vindo paulatinamente a recuperar terreno face às equipas adversárias. Ocupa já a segunda posição da tabela classificativa da Série A da 2.ª Divisão Distrital de Futebol, a quatro pontos do líder. E foi precisamente a equipa que lidera, o Pinhel, que os soitenses receberam e bateram por uma bola sem resposta, assim reduzindo a diferença pontual e relançando a disputa.
O campeonato não se disputa no próximo fim-de-semana, dadas as mini-férias do Carnaval, regressando no dia 10 de Fevereiro. Nessa jornada o Soito recebe a equipa da Castanheira e o Sabugal recebe o líder, o Fornos de Algodres.
plb
Começou a 4.ª edição do Campeonato de Língua Portuguesa numa iniciativa do semanário «Expresso», do «Jornal de Letras», da SIC e da SIC Notícias com o patrocinio exclusivo do BPI. Tal como na edição de 2007 o Capeia Arraiana irá fazer um acompanhamento dos vários testes e das diferentes fases do concurso.
O primeiro teste de aferição do domínio da língua portuguesa está disponível desde sábado, 26 de Janeiro, e os dois seguintes podem ser descarregados a partir de 9 e 23 de Fevereiro respectivamente. A grande novidade desta edição prende-se com o facto de os testes apenas estarem disponíves online. Os concorrentes, tal como na edição anterior, estão ordenados em três categorias etárias: menores de 15 anos, dos 15 aos 18 e maiores de 18 anos.
Para chegar à Grande Final é necessário resolver os três testes de qualificação e acumular o maior número possível de pontos.
Os professores e alunos podem concorrer na modalidade «Especial Escolas» com um formato de respostas colectivas.
A edição de 2007 provocou muita polémica com as decisões oficiais para a resposta a algumas questões a serem fortemente contestadas pelos participantes. Este ano a competição vai ter como referências o «Grande Dicionário da Língua Portuguesa» da Porto Editora e a «Nova Gramática do Português Contemporâneo», de Celso Cunha e Lindley Costa (Edições João Sá da Costa). O Capeia Arraiana vai ter como referência o «Grande Dicionário da Língua Portuguesa», de João Pedro Machado (Sociedade da Língua Portuguesa). Boa sorte para todos.
jcl
A judoca sabugalense Carla Vaz sagrou-se campeã da Zona Norte no passado sábado, 26 de Janeiro, em Valença, durante o Campeonato da Zona Norte. Os atletas juniores da nossa região aproveitaram a prova para tentar pontuar para o ranking Nacional e conseguir o apuramento para a fase final do Campeonato Nacional do escalão.
Do distrito da Guarda participaram dois judocas. Carla Vaz, do Sporting Clube do Sabugal, sagrou-se campeã da região Norte, em -57kg conseguindo assim subir algumas posições no ranking e garantir a sua presença em Lisboa no dia 24 de Fevereiro.
A jovem atleta de 19 anos no seu último ano de júnior, sabe que tem algumas atletas de topo à sua frente mas se o sorteio lhe for favorável, tudo fará para obter a melhor posição possível.
A judoca raiana tem ainda o «Torneio Nacional FPJ» a realizar a 17 de Fevereiro (no escalão de séniores) onde o objectivo será de afinar a táctica e corrigir alguns pormenores, pois a atleta sabugalense nunca virou as costas às dificuldades e sempre enfrentou os seus desafios com determinação.
Luís Clara, do Sporting Clube do Sabugal, que obteve na semana transacta o bronze no campeonato zonal de esperanças em 66kg, garantindo o apuramento para o Campeonato Nacional, esteve inscrito no escalão de juniores em -60kg, onde infelizmente por mudanças de peso de alguns atletas e não comparência de outros, não realizou a prova, não podendo assim pontuar e aguardando assim para o ano onde já estará na sua faixa etária.
Na arbitragem dos dois campeonatos zonais, participou David Carreira do Sabugal garantindo o devido apoio para a realização dos combates.
djmc
Anunciado, há poucos anos atrás, foi agora publicado um álbum de quase meio milhar de páginas – «Salmos Responsoriais harmonizados em Coro misto com acompanhamento a órgão», salmos esses próprios das missas dos Domingos e das Festas.
Seu autor é o Padre Bernardo Terreiro do Nascimento, natural, e agora residente em Almeida. Padre há mais de 50 anos, toda a sua vida foi dedicada ao ensino da música, nos Seminários e nas Escolas e, por fim, na Escola Superior de Educação da Guarda. Regeu vários coros da nossa região, incluindo o Coro Etnográfico de Almeida. Aliás, a sua dedicação à música popular levou-o a efectuar a recolha e a harmonização do cantos populares de Riba Coa, num outro álbum, com letras e músicas – «Património Musical de Riba Coa» (1999).
O álbum com os Salmos para as missas em vernáculo, contendo a letra conforme ao Missal em uso em Portugal e a música harmonizada pelo Padre Terreiro, foi apresentado no passado dia 13 de Janeiro, no salão da Igreja Paroquial de São Domingos de Benfica. Trata-se de uma excelente obra musical e gráfica, muito ilustrada com reproduções de telas da pintora Evelina Coelho, algumas delas já expostas em igrejas das nossas terras.
Coube-nos, por insistência do Padre Bernardo, proceder à apresentação da obra, à assembleia que por completo enchia o salão, mas a verdadeira apresentação decorreu quando o Coro Laudate, dirigido pelo Maestro José Vieira, interpretou 20 dos salmos constantes da obra e, também da interpretação a instrumental pelo Trio Surpresa do Professor Cassiano Pereira, que foi o copista das pautas para impressão. Música litúrgica, sagrada, pronta para servir às paróquias que disponham de um grupo coral, seja amador, seja regular, e seja pequeno ou grande, podendo o coro ser substituído pelos fiéis, desde que ligeiramente ensaiados, e desde que haja um solista que entoe o salmo para que os fiéis possam responder com o refrão.
Obra notável da nossa música litúrgica, numa época em que ainda se fazem necessárias experiências para criar músicas destinadas aos textos litúrgicos em língua portuguesa, pois o canto gregoriano serve muito bem ao latim, mas é complicado vergá-lo às línguas vernáculas.
Cantem, pois, as Paróquias as melodias sacras do Padre Terreiro, já glória da Raia.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com
Pouco adepto dos alarmismos como a Comunicação Social caseira, sobretudo as televisões, tratam as notícias, preferencialmente referidas à discussão mais na moda, seja do foro económico e financeiro (vulgo BCP), ou da área da saúde de todos nós (vulgo MS/SAP/INEM/Bombeiros).
Sou mais de aproveitar uma soneca no sofá que de ver/ouvir as mesmas notícias tratadas da mesma forma 365 dias no ano. Razão mais que suficiente para não ter ouvido em primeira mão a já famosa chamada Codu/Bombeiros/Vmer, tristemente ocorrida no distrito de Vila Real. (poderia ter sido noutro qualquer distrito, incluindo o da Guarda onde tenho algumas responsabilidades).
Alertado para o facto na tarde de sexta-feira, 25 de Janeiro, estive com atenção à notícia no «Jornal da Noite», e procurei na Internet notícias e comentários sobre o assunto. (clique aqui para ver artigo de opinião completo)
Luís Carriço
Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sabugal e Vice-Presidente da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda
O presidente da Junta de Freguesia da Bendada, Adérito Pinto, foi, ontem, sexta-feira, constituído arguido por suspeita de envolvimento no incidente que provocou ferimentos num residente na mesma localidade. Presente ao juiz do Tribunal do Sabugal o autarca saiu em liberdade sujeito a termo de identidade e residência acusado do crime de homicídio na forma tentada. (actualização).
Adérito Alves Pinto, de 55 anos, presidente da Junta de Freguesia da Bendada, concelho do Sabugal, foi constituído arguido e presente na tarde de sexta-feira, 25 de Janeiro, no Tribunal do Sabugal para primeiro interrogatório por suspeita de ter disparado um tiro ferindo um indivíduo, conhecido por Nélson, de 33 anos, residente na localidade e com antecedentes criminais. O juiz decretou que o autarca ficasse em liberdade sujeito a Termo de Identidade e Residência sob a acusação de crime de homicídio na forma tentada.
Os dois homens envolveram-se numa acesa discussão no largo da aldeia por volta das 20 horas de quinta-feira por assuntos alegadamente relacionados com o padre da aldeia.
Do confronto resultou um ferido, atingido com um tiro de pistola de calibre 6.35, alegadamente disparado pelo autarca, que foi transportado pelos Bombeiros do Sabugal para o Hospital Sousa Martins, na Guarda, onde se encontra livre de perigo.
Alguns habitantes da Bendada, em declarações à agência Lusa, «atribuem a ocorrência à divergência que existe na população por causa do padre local, situação que já se arrasta há dez anos, tendo começado por causa da instalação de uma antena de uma operadora de telemóveis no cimo de uma serra, junto da capela da Senhora do Castelo».
Em declarações ao Correio da Manhã (CM) à saída do Tribunal do Sabugal o presidente da Bendada deu a sua versão dos acontecimentos:
«Despejou-me um saco de açúcar em cima e deitou-me à cara com um bagaço e um café a escaldar. Isso é uma provocação! De seguida sai do café para ir abrir a sede da Junta para atendimento ao público, a partir das 20 horas, mas fui seguido e agredido pelo Nélson. Antes de puxar pela arma, levei pontapés e murros. Depois disse-lhe: ‘vai-te embora senão eu dou-te um tiro.’ Como ele continuava as agressões efectuei um disparo na sua direcção com a pistola. Não saquei simplesmente da arma. Mostrei-lha… Não foi chegar e matar. Primeiro ainda dei um tiro para o ar. Era para ele me deixar em paz, não quis, paciência, o mal foi dele!»
Ainda em declarações ao jornalista José Paiva do CM, Adérito Pinto explicou que «estas situações acontecem quando já estamos desesperados».
O jornal adianta ainda que segundo uma fonte do Hospital da Guarda «a vítima sofreu uma perfuração no cólon, foi sujeita a uma intervenção cirúrgica, encontra-se estável e já recebeu visitas».
O Capeia Arraiana contactou telefonicamente o autarca da Bendada que considerou não ser ainda a altura adequada para prestar declarações.
jcl
Para os romanos os olhos verdes da deusa Minerva eram símbolo da inteligência. «Por beber muito azeite», diziam. No lagar mecânico da Bendada «apenas se utilizam azeitonas inteiras, sãs e maduras» respeitando técnicas dos nossos avós. O azeite e a folha da oliveira estão presentes, desde sempre, na história da Humanidade. Falta cumprir-se a história nas terras quentes do Sabugal…
Minerva era a deusa romana da inteligência e da sabedoria e presidia à actividade intelectual, sendo que na mitologia grega, tinha como correspondente a deusa Atenas, que como é sabido na guerra de Tróia protegeu os aqueus Ulisses e Aquiles e era «a deusa dos olhos garços». Atenas nunca perdoou a Páris irmão de Heitor, o facto de este lhe ter negado o prémio de beleza. Os deuses eram como se vê muito vingativos. A planta preferida de Atenas era a oliveira. Por seu lado, os olhos da deusa Minerva, símbolo da inteligência, eram verdes, dizia-se por beber muito azeite. Consta-se que o leito onde o divino Ulisses reconciliava o seu sono, era feito do tronco de uma oliveira; na Bíblia o azeite é citado mais de duzentas vezes, quer no uso litúrgico, quer medicinal. No Alcorão é explícita a ligação entre a luz do azeite e a luz que irradia de Alá.
Após o dilúvio Noé soltou uma pomba, que regressou à Arca, trazendo no bico uma folha verde de oliveira, sinal divino de que as águas tinham baixado, o que comprova à saciedade a importância desta planta no mundo ocidental.
Ainda hoje o ramo da oliveira nas nossas terras serve para nos proteger das trovoadas, depois de devidamente benzido no Domingo de Ramos. Esta é ainda uma crença muito arreigada no espírito das nossas gentes.
As novas tendências da cozinha e que fazem moda, conquistando Nova Iorque e Tóquio assentam no azeite como um produto de excelência. Os países mediterrânicos conseguiram impor-se aos nossos amigos americanos que soçobraram com os óleos de girassol, pelas consequências perniciosas para a nossa saúde.
A oliveira é uma planta que se adapta muito bem à parte sul do concelho do Sabugal, aquela a que designo por terra quente e que compreende o território e termos das freguesias de Santo Estêvão, Moita, Casteleiro, Sortelha e Bendada. Estas freguesias que por si ocupam um vasto território produzem um azeite de eleição, utilizando essencialmente três variedades de azeitona a saber: galega, cordovil e carrasquenha.
Na Bendada laboram na actualidade três lagares de azeite, absorvendo matéria-prima das aldeias limítrofes, algumas delas já pertencentes aos concelhos de Penamacor, Belmonte e Fundão.
A época normal de laboração de um lagar compreende os meses de Novembro, Dezembro e Janeiro. Para a produção de um azeite de qualidade, torna-se necessário bom clima, solo e uma boa adaptação da planta às condições do terroir, sendo que a azeitona deve ser de qualidade e entrar no lagar em boas condições fitossanitárias. A este propósito refere-nos António Januário Vicente, que «é cada vez mais comum a produção de azeite biológico, uma vez que os olivicultores têm cada vez mais consciência da importância da não utilização de pesticidas».
Proprietário de um lagar mecânico na Bendada, António Januário Vicente acrescentou: «O nosso lagar utiliza as técnicas dos nossos avós, com total respeito pela qualidade e estado sanitário da azeitona. Aqui apenas se utilizam azeitonas inteiras, sãs e maduras, sujeitas a processos mecânicos, respeitando integralmente o produto que entra no lagar.»
O azeite é por si um produto de qualidade aos olhos do consumidor tendo estas terras condições para o produzir em qualidade e quantidade, rentabilizando esta actividade, profissionalizando-a. Os olivicultores têm que se organizar, com certificação do produto e garantias de escoamento, o que aparentemente não se nos afigura difícil.
Na Bendada e na sequência do nosso último artigo, fomos ainda encontrar o Presidente de Junta, Adérito Alves Pinto, que a propósito da produção do azeite nos refere «seria muito importante que alguma entidade nos ajudasse a relançar esta actividade económica, fulcral para o pequeno produtor.»
Finalmente, quando o questionámos acerca das principais necessidades da sua freguesia, foi peremptório: «O projecto do parque de lazer já deveria estar no terreno, com um polidesportivo e pavilhão multiusos.» Por outro lado, o autarca não compreende «o atraso na implementação da secção de Bombeiros, uma vez que a aposta também é na protecção do meio ambiente e da Natureza. Não posso aceitar tanta desculpa e tanta inércia».
«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com
Desconhecidos assaltaram durante a madrugada desta sexta-feira, 25 de Janeiro, a estação de serviço de Vicente Paiva Fernandes na freguesia da Nave, concelho do Sabugal.
As «bombas de gasolina do Vicente» do cruzamento da Nave com a Ruvina foram assaltadas esta madrugada por desconhecidos.
Um residente na freguesia em declarações ao Capeia Arraiana relatou terem os larápios entrado no edifício da gasolineira depois de forçarem e partirem uma janela das traseiras que dá para terrenos agrícolas e escondida de quem passa na estrada nacional.
Destruíram a máquina registadora e terão, eventualmente, roubado o dinheiro que se encontrava no interior das gavetas além da tentativa de arrombamento da máquina do tabaco sem, contudo, concretizarem o roubo do recheio.
A Polícia Judiciária esteve presente no local e recolheu provas no sentido de tentar identificar os possíveis autores do assalto.
Recorde-se que em 2003 a estação de serviço de Vicente Paiva Fernandes foi igualmente vítima de assalto tendo na altura a GNR de Vilar Formoso detido dois suspeitos, de 25 e 35 anos, emigrantes em França.
jcl
Os filhos de Ruivós festejam o seu santo padroeiro a 25 de Janeiro. Quando a vida não permite ouvir os foguetes da alvorada o dia fica cinzento, triste e nostálgico. Estejam onde estiverem os ruivosenses sentem na alma o esvoaçar dos guiões ao longo do caminho que leva à capela de São Paulo e no coração o compasso da banda que vai marcando os minutos do dia.

O dia 25 de Janeiro é um dia especial para todos os que são de Ruivós.
Apesar de o dia da festa calhar durante a semana, apesar de ser em Janeiro, apesar de…, apesar de…, todos fazem por estar presentes, venham de Lisboa, da França ou da Suíça.
Nos tempos da minha meninice acordava cedo, sem ser preciso chamarem-me, e lá ia eu a correr até ao alto da estrada assistir à alvorada. E que alvorada! Nunca menos de uma hora! Os de Ruivós sempre fizeram da sua alvorada um desafio aos das outras terras. E as primeiras conversas do dia andavam, invariavelmente, à volta «das dúzias». «O mordomo disse-me que este ano tinham mais dúzias» esclarecia um. «Mas estes falham mais», assegurava outro. Dúzias? Sim! O orgulho dos mordomos da Festa de São Paulo esteve durante muitas décadas nas centenas de dúzias de foguetes que encomendavam. E porquê? Porque o brilho da sua mordomia e das celebrações «media-se» pelo desenho das canas que subiam direitas ao céu e pelo ribombar dos «cartuchos».
E os mordomos? Quem são? Os mordomos da festa de Ruivós são três casais. Um por Ruivós, um por Lisboa e um pela França. Recolhem as esmolas, normalmente em Dezembro, visitando os ruivosenses nos seus «círculos eleitorais» e lançam a jogada para convidar o mordomo do ano seguinte.
Tenho muitas recordações das festas de São Paulo onde os meus pais, ano após ano, nunca faltaram. Por vezes os meus professores do Liceu Gil Vicente faziam pontaria ao dia 25 de Janeiro para marcar um teste mas… os meus argumentos eram quase sempre mais fortes.
As procissões fazem-se sempre. Por vezes à chuva e sempre com muito, muito frio. Antigamente (parece que agora também é proibido) haviam, à saída e entrada das capelas, as arrematações dos andores com as imagens dos santos. Sempre me emocionou aquela cantilena da «perna direita da frente, uma… perna direita da frente, duas… perna direita da frente… três!» ou da «perna esquerda da rectaguarda». Fazia parte da festa. Era a festa. Mas o bailarico à noite também é a festa. No bar as minis não precisam de frigorífico. Era (é) só deixar o bidon do lado de fora do salão… E durante toda a noite é preciso bailar para aquecer que a geada cedo faz a sua aparição. Apenas os foguetes de lágrimas, por volta da meia-noite, conseguem parar as modas.
E o frio? E o gelo? E o antigo caminho cheio de lama que levava ao cemitério e à capela do orago São Paulo que «tem interesse histórico e artístico com um edifício do estilo românico, com traços de mesquita, com diversos modilhões ou cachorradas, tipicamente românicos, ponto de passagem nos tempos remotos de um corredor de sentido norte/sul, com passagem pelo vale de Ruivós e com alinhamento viário em direcção à ponte de Sequeiros, um dos pontos mais importantes de passagem do Côa» como refere o arqueólogo Marcos Osório no seu livro «Ruivós, a antiguidade de uma freguesia».
Viva São Paulo! Viva Ruivós! Viva o Sabugal!
Apenas um lamento. Uma consulta rápida à página oficial da Câmara Municipal do Sabugal na Internet, ao dia 25 de Janeiro, diz: «Não há eventos neste dia!» A Festa de São Paulo em Ruivós «uma das mais antigas povoações do concelho do Sabugal» (Joaquim Manuel Correia, in Memórias sobre o concelho do Sabugal) merece estar presente.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
Já aqui abordei a criação dos jornais «A Luta» e «Terra Fria», por altura de 1975, logo a seguir ao período revolucionário, originado pelo 25 de Abril de 1974.
Na criação destes jornais, e sem desprimor para os vários colaboradores, o pessoal de Aldeia da Ponte era dos mais activos, tanto na feitura do jornal, como nos vários artigos a discutir para cada número.
Com o findar destes periódicos, um grupo de amigos da nossa Aldeia, sedeadas em Lisboa resolveu dar continuidade ao seu trabalho, criando o primeiro jornal «A Ponte» de Janeiro a Março de 1978, com tiragem trimestral, dando uma cobertura completa das novas de Aldeia da Ponte, levando o jornal por esse mundo fora, nomeadamente ao encontro dos emigrantes, que são dos que mais anseiam por novas da sua terra, devido à distância e ao isolamento em que se encontravam, à época, acontecendo o mesmo, ainda hoje.
A chegada deste novo jornal, que resistiu até ao número 17 (Janeiro a Março de 1982), levou uma lufada de ar fresco a todos os nossos amigos e conterrâneos, inserindo muitas novidades dos locais mais recônditos, que nos eram enviadas por alguns, também desejosos de colaborar com «A Ponte».
Como muitos outros, sofreu as mesmas consequências, vindo a encerrar a sua publicação passados quatro anos, fruto também de alguma saturação de quem o dava à estampa. As vidas vão-se modificando, as pessoas deixam de ter menos tempo, a renovação não aparece e a consequência fatal está mesmo ali, à porta, como em muitas outras actividades, como algures já escrevi.
Do jornal «A Ponte» guardamos gratas recordações e muitos artigos de qualidade, bem como muitas histórias divulgadas sobre a nossa Aldeia, que tentarei recuperar.
Para além de toda a divulgação de notícias e artigos, muitos outros assuntos foram abordados, que diziam respeito ao melhoramento e bem-estar da comunidade, como a saúde, água, luz, as ruas, esgotos, as Escolas velhas, o Colégio e a Ponte Romana. Espaço também para as novas da Associação dos Amigos, com muitas informações, principalmente sobre a construção da Praça de Touros de Aldeia da Ponte, que decorreu neste período.
As notícias têm o condão de chamar a atenção para a realidade dos povos. O Jornal «A Ponte» ajudou, e muito, a que algo, na nossa Aldeia, tivesse uma outra atenção de quem podia decidir nesta época. Apesar de tudo, valeu bem o esforço de todos os que colaboraram na feitura deste jornal trimestral.
Acabou este periódico, mas passado um ano, a Associação dos Amigos de Aldeia da Ponte criou o seu Boletim número 1, de Janeiro a Abril de 1983, dando continuidade a muitas outras informações e notícias da nossa Aldeia, mantendo-se até aos nossos dias, com uma periodicidade quadrimestral.
Sabe sempre bem, receber as novidades da nossa terra.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com
João,
Partiste como viveste, em silêncio, como pedindo desculpa de nos incomodares.
Eras assim, discreto, como se tivesses medo que todos descobríssemos o coração enorme, a capacidade inesgotável de trabalho, a permanente disponibilidade para os outros.
Lembro-te nos nossos momentos bons, nos meus momentos maus – a nossa meninice e juventude no Sabugal; a tua vinda para Lisboa e a experiência extraordinária enquanto operário soldador na Lisnave; as reuniões e acções em prol do Concelho, primeiro, conspirativas e, após o 25 de Abril, no Técnico; a fundação da Casa do Concelho; a tua licenciatura em Filosofia; o período em que vivi na tua casa na Estefânia; a tua saída da Lisnave e o início da tua vida enquanto professor; a tua estadia em Alverca e o trabalho que lá deixaste; o teu entusiasmo
no restaurante na Baixa; as nossas conversas, nunca discussões, no Sabugal.
Lembro-te, João, e fico mais rico, pois acredito que do que sou algo te devo – o sentido da honra, do dever cumprido, da amizade e lealdade acima de tudo, do desprendimento para as coisas materiais, do prazer de viver…
João
Partiste, mas em mim ficaste, para sempre.
Obrigado por teres partilhado parte de ti comigo…
Ramiro
ps. Tento evitar polémicas desnecessárias nas minhas crónicas. Mas não posso deixar de perguntar onde estava a Casa do Concelho do Sabugal no funeral do João Leitão.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt
Três indivíduos foram ontem, 23 de Janeiro, detidos pela GNR no momento em que furtavam cobre e alumínio numa fábrica desactivada, na localidade de Pínzio, concelho de Pinhel.
O Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial da Guarda da GNR surpreendeu os larápios, que estavam acompanhados por um menor, que também foi identificado. Para além das detenções foi apreendida grande quantidade de material que os mesmos tinham em sua posse.
Na sequência da operação, realizaram-se ainda buscas a duas habitações, de onde resultou a apreensão de cerca de 400 tubos e outras peças em cobre, inox e alumínio, bem como serpentinas e cilindros industriais. O material apreendido provinha de sete furtos ocorridos nos últimos meses e o seu valor ascende a 200 mil euros.
Os detidos foram conduzidos ao Tribunal de Pinhel, onde foram submetidos a interrogatório Judicial, sendo-lhes aplicadas como medidas de coação apresentações semanais no Posto da GNR da Guarda.
Numa outra acção o Núcleo Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Gouveia, apreendeu armas ilegais a um pastor, de 60 anos, residente em Vila Cortês da Serra , concelho de Gouveia. O homem, que não possuía licença de uso e porte de arma, tinha em sua casa quatro espingardas caça, pelo que foi constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência.
plb
A Câmara Municipal do Sabugal promove, entre 21 e 25 de Maio, em colaboração com os restaurantes da região os «Circuitos Gastronómicos» do concelho com o objectivo de divulgar a gastronomia tradicional da raia sabugalense e da Mancomunidad do Alto Águeda.
«Circuitos Gastronómicos» (da raia sabugalense) é a proposta da Câmara Municipal do Sabugal para decorrer em simultâneo com a Mostra Agro-Alimentar entre os dias 21 a 25 de Maio de 2008.
A iniciativa tem como objectivo divulgar a gastronomia tradicional transfronteiriça da raia sabugalense e da Mancomunidade do Alto Águeda e contribuir para a divulgação socio-económica e turística da região.
A Comissão Coordenadora, supervisionada pelo presidente da autarquia, Manuel Rito, irá numa primeira fase seleccionar os restaurantes inscritos e depois garantir o respeito pelas regras do regulamento elaborado para o evento.
Os pratos e petiscos seleccionados são de fazer crescer água na boca, senão vejamos:
Entradas e acompanhamentos – saladas de meruges e de azedas; pimentos curtidos; salada de batatas à contrabandista; pica-pau de faceira, de focinho e de miúdos; ovos verdes; punheta e pataniscas de bacalhau; chouriça, farinheira e morcela assadas; míscaros com ovos, etc.
Sopas – Caldudo; canjas dos cornos e de perdiz; caldos escoado e das matanças.
Pratos – Bucho com grelos e batatas; trutas do Côa, vitela do Sabugal; cubos de porco com migas da Beira; javali, arroz de lebre, roupa velha, etc.
Sobremesas – Floretas, tapioca, farófias, coscoréis, arroz doce, gingada, pudim de pão, papas de milho, biscoitos e argolas de azeite, marmelada, marmelão e… o resto fica para descobrir.
O prazo de inscrição, em impresso próprio fornecido pela autarquia, decorre entre 21 de Janeiro e 15 de Fevereiro e pode ser entregue pessoalmente ou enviado pelo correio, fax ou email.
A ficha de inscrição deve discriminar obrigatoriamente os produtos a confeccionar, os preços, o tipo de serviço e a categoria do restaurante.
Os empresários de restauração interessados estão convidados a comparecer no dia 19 de Fevereiro, às 16 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Sabugal para conhecer em pormenor a iniciativa e darem a sua opinião no sentido de alterar e melhorar o certame. Está igualmente prevista a recolha de sugestões e reclamações dos utentes com vista a optimizar qualitativamente futuras edições.
A autarquia promete a montagem de um placard com um mapa-gigante no recinto da Mostra Agro-Alimentar para divulgar o circuito dos restaurantes aderentes, a programação de animação cultural às refeições e a promoção publicitária da iniciativa.
A autarquia sabugalense aproveita a possibilidade de fim-de-semana alargado com o feriado do Corpo de Deus (22 de Maio) que calha a uma quinta-feira para saborosamente nos surpreender seduzindo os sentidos.
Deixo aqui um desejo. Que «os dos costumes do costume» não apareçam encapuzados de negro para chatear pacíficos beirões que apenas lutam para inverter o sentido da desertificação das terras da raia beirã.
jcl
O município de Figueira de Castelo Rodrigo e a Eviva Energy assinaram um «Acordo de Princípios» para desenvolver projectos de produção de energia eléctrica com recurso a energias ecologicamente limpas.
Foi assinado terça-feira, 22 de Janeiro, uma parceria denominada «Acordo de Princípios» entre a Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e a Eviva Energy, uma empresa do grupo Martifer, para o desenvolvimento de projectos conjuntos na área do aproveitamento dos recursos naturais.
A aposta na produção de energia eléctrica a partir de energias renováveis passa por investimentos na bacia hidrográfica do rio Côa para aproveitamentos hidrícos, nas serras de Vieira e da Marofa com a instalação de parques eólicos e em parques solares fotovoltaicos nos vários planaltos da região.
O comunicado da Martifer destaca a «identificação, análise e eventual desenvolvimento de oportunidades de execução, em conjunto, de projectos de produção de energia eléctrica continuando a potenciar as oportunidades energéticas ainda não exploradas em Portugal promovendo, desta forma, o desenvolvimento das energias renováveis no País».
A Martifer, presidida por Carlos Martins, natural de Sever do Vouga, é a mãe de um grupo de aproximadamente 40 empresas presentes nos cinco continentes, com investimentos previstos de 1200 milhões de euros até 2012 na produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis.
jcl

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