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A ligação de transvaze entre as barragens do Sabugal e da Meimoa está concluída, podendo o plano de irrigação da Cova da Beira avançar a todo o vapor.
Não tendo a barragem da Meimoa capacidade para abastecer toda a área de regadio a que está afecta, projectou-se um transvaze a efectuar a partir da barragem da Senhora da Graça, no Sabugal, transferindo assim água da bacia do Douro para a bacia do Tejo. Isso está agora plenamente garantido, após conclusão das obras de construção do túnel, que tem cerca de quatro quilómetros de extensão e três metros de diâmetro, com desnível, seguido de uma conduta forçada em aço com 500 metros de cumprimento.
Numa fase seguinte o circuito hidráulico, com um desnível de 220 metros, será aproveitado para a produção de energia eléctrica.
A finalização do túnel permitirá a irrigação dos terrenos do vale da ribeira da Meimoa e ainda uma boa parte dos terrenos do vale do Zêzere, na confluência das serras da Estrela e da Gardunha, numa área total que ultrapassa os 14 mil hectares. Está prevista a instalação de uma rede de cerca de 800 quilómetros de canais de rega, grande parte já instalada, para além de 200 quilómetros de caminhos.
O projecto de transvaze de água da barragem do Sabugal integra-se num amplo projecto de aproveitamento dos recursos hídricos nacionais que torne mais eficiente a utilização da água.
plb
A Regriconduta inicia oficialmente esta quarta-feira a actividade inaugurando a sede no Sabugal. A população raiana passa a dispor de serviços de consultoria integrada em meio rural para segurança alimentar, higiene, trabalho e Ambiente.
É inaugurada esta quarta-feira, 5 de Dezembro, no Sabugal a sede da Regriconduta, um empresa de prestação de consultadoria integrada em meio rural para segurança alimentar, higiene, trabalho e Ambiente.
As caras do projecto são Lara e Sílvia Gonçalves, duas irmãs dinâmicas e empreendedoras oriundas das Batoquinhas, freguesia de Aldeia da Ribeira, com formação superior nas áreas de Higiene e Segurança e em Medicina Veterinária. A engenheira do Ambiente, Rosa Pereira, do Soito, completa a equipa optimizando a prestação de serviços de consultoria e formação ao dispor da população.
Na hora de concretizarem o projecto recordam o apoio decisivo da Pró-Raia – Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte onde se dirigiram para se candidatarem ao «Pic Leader+», programa de iniciativa comunitária para o desenvolvimento da economia rural através do apoio ao investimento produtivo e à fixação empresarial no Interior.
O escritório está localizado na Rua Teófilo Braga e o início da actividade será simbolizado com um porto de honra que está marcado para as 11 horas da manhã.
O Capeia Arraiana dá os parabéns às jovens empreendedoras pela coragem de se estabelecerem nas nossas terras ditas do Interior e votos de sucesso para o projecto.
jcl
O presidente da Junta de Freguesia do Manigoto lançou o desafio sobre a origem do topómino «Manigoto» e o resultado foi, e bem, impresso para a História.
«Manigoto é uma das 27 freguesias do concelho de Pinhel, distrito e diocese da Guarda. É delimitado pelas freguesias de Vascoveiro (a Norte), Lamegal (a Sul), Atalaia (a Nascente) e Lameiras (a Poente)». Assim começa a publicação «Topónimo Manigoto» dedicada a todos os cidadãos e amigos da freguesia.
Com 283 recenseados e cerca de 400 habitantes que vivem da agricultura a freguesia do Manigoto fica situada numa encosta virada a Sul entre a Serra do Manigoto e o Barrocal Cego entre Pinhel e Pínzio. A padroeira é Nossa Senhora da Conceição e, assim, o dia da freguesia é festejado a 8 de Dezembro.
As dúvidas quanto à origem do nome «Manigoto» levaram Manuel Celestino Martins Neves, presidente da Junta de Freguesia local, a escrever a uma dezena de individualidades manifestando interesse em recolher as suas opiniões sobre o topónimo.
Responderam à chamada (sem saberem uns dos outros) Adriano Vasco Rodrigues, António Carreira Coelho, Flávia de Almeida Fernandes e… Jesué Pinharanda Gomes. As conclusões são todas brilhantes, todas originais e diriamos… todas diferentes. Mas valeu a pena o desafio. Mas vale a pena ler os estudos e as teses formuladas.
Aqui deixamos (perdoem os restantes) a conclusão de mestre Pinharanda Gomes: «Sem assumir um critério dogmático, sou do parecer que a origem do topónimo é referenciável aos Godos, e que, seja por antroponímia, seja por toponímia, o nome da aldeia nasceu por aqui. Manigode ou Maniquote não me parece hipóteses a abandonar. Sendo assim Manigoto – terras incultas, baldios, maninhos, bosque, na vizinhança de uma vila ou de grande aglomerado populacional.»
Ou como se pode ler na publicação o «Manigoto é uma freguesia como tantas outras do Interior do País, marcada pela emigração, onde se vive calma e naturalmente cada dia e onde a qualidade de vida é de nível superior».
jcl

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