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Vai ser instalado no Parque Industrial do Sabugal um CIRVA para tratar eficientemente os resíduos provenientes de demolições e entulhos de obras de construção civil. Os equipamentos deverão estar prontos a funcionar a partir de Fevereiro do próximo ano.
O concelho do Sabugal vai receber um Centro Integrado de Reciclagem e Valorização Ambiental (CIRVA) para tratamento eficiente dos entulhos provenientes de demolições e obras de construção civil. A infra-estrutura vai ser instalada no Parque Industrial da sede do concelho em parceria público-privada entre a Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) e a empresa Turisfax.
O centro de reciclagem é constituído por um triturador e silos e vai transformar os entulhos e outros lixos produzidos nas obras em brita que poderá ser depois espalhada em caminhos rurais.
Com este equipamento a AMCB ajuda os municípios no tratamento dos lixos e resíduos resultantes das obras e criando condições para acabar com os depósitos ilegais nas florestas que afectam o meio ambiente e a natureza.
A AMCB é constituída por 13 concelhos e além do Sabugal vão, também, receber um CIRVA nesta primeira fase os municípios de Pinhel, Celorico da Beira e Fundão.
jcl
A região fronteiriça de Portalegre recebe nos dias 14, 15 e 16 de Dezembro a 1.ª Concentração Internacional Porsche. A iniciativa denomina-se «ForumPorscheFans» e é aberta a todos os proprietários da emblemática máquina.
O «ForumPorscheFans» é um projecto independente não oficial da marca Porsche, criado, administrado e desenvolvido pelo portalegrense José Luís Jacob.
«Como possuidor de um Porsche e sentindo a falta de um espaço de conversa, convívio e troca de ideias sobre a marca e os seus carros, resolvi deitar mãos à obra e avançar com um fórum para os amantes Porsche quer tenham ou não um», esclarece o mentor da iniciativa.
A concentração inclui visitas a Monforte, Cabeço de Vide, Portalegre, Castelo de Vide, Monforte, Marvão e Portagem. Para descansar dos quilómetros percorridos ao volante das potentes máquinas os participantes podem assistir no sábado à noite no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre a um espectáculo do Ballet Flamenco de Madrid.
As informações sobre o evento podem ser consultadas em:
www.porschefans.forumotion.com
O Capeia Arraiana aproveitou para endereçar um desafio ao organizador, José Luís Jacob, no sentido de levar uma próxima concentração dos Porsche até à região raiana do Sabugal. Temos a certeza que seriam bem recebidos e dariam por bem empregue a visita.
jcl
Antigamente, as diversões em Aldeia da Ponte eram bem diferentes das actuais, pois não havia muito por onde escolher, nos dias de hoje, tudo é bem mais diferente para melhor, devido a uma evolução de comportamentos e melhorias, que foram sendo efectuadas na nossa Aldeia.
Bailes, só nas festas e casamentos, com as mães de olho «listro» nas suas filhas. Quando não havia bailes, o futebol de 11 era o desporto favorito da rapaziada, para além de outras diversões, como a caça e a pesca na ribeira, com canas de espinheiro e uma ou outra passagem por algum meloal, encontrado por acaso, ou outras espécimes de frutas, sempre com regras de não estragar, antes aproveitar as madurinhas, não fossem colhidas tardiamente e se estragassem na terra, o que também acontecia. Agora já se pode falar disto, com alguma saudade e bem gratos ficámos a quem os cultivava. Aldeia era e, ainda é, uma terra rica em culturas e um ou outro «desvio» dentro das regras, repito, sabia bem depois de longas caminhadas na labuta da caça e da pesca. Servia para retemperar as forças e o estômago agradecia.
Outras diversões tinham a ver com os jogos da bola. Como é sabido, a nossa Aldeia tem um imenso Vale verdejante, onde muitos de nós demos os primeiros passos no jogo da bola, se não eram todos os dias, eram a maior parte deles, em que às tardes, lá íamos nós até ao Vale, jogar à bola.
Foi ali que aprimorámos a técnica num relvado macio, onde os diversos tombos na relva nada traziam de grave, antes pelo contrário, dava um certo gozo até, comparado com os jogos que fazíamos nas outras terras, em campos pelados, onde as quedas serviam para ganhar alguns «farraches» nas pernas e nos braços, que se iam curando, com o passar dos dias.
Não havia nenhum Domingo que não houvesse um jogo de Futebol, confrontando as Aldeias vizinhas e as Espanholas. Toda a gente queria jogar com Aldeia da Ponte, dando-se o caso inédito de um Domingo se apresentarem três Aldeias para defrontar, em nossa casa, fruto, talvez de alguma falha na comunicação. Disputámos apenas dois jogos, não houve tempo para o outro, com alguma pena da terceira equipa, pois creio que teria escurecido, ou a outra equipa teria ido embora, já não estou bem seguro.
Fizemos os dois jogos, com alguns reforços frescos, tendo ganho os dois embates, se a memória não me atraiçoa.
Também era frequente haver dois jogos, o da equipa principal e outro dos mais pequenos da mesma terra, como nós tínhamos as condições ideais, dava para todos, para gáudio da miudagem, que já nesta época se aplicavam ao máximo, para ganharem o direito a ser chamados à equipa dos mais velhos da nossa Aldeia, logo que atingissem uma idade apropriada.
A terceira parte dos desafios era a mais importante, pois permitia um alargado convívio com os adversários no campo, mas amigos fora dele, retemperando as energias com as célebres latas grandes de escabeche espanholas, que bem gostosas eram, confeccionando-se uma apetitosa salada, devidamente acompanhada, que belas espécies havia ali para o lado das hortas, era por uma boa causa, sejamos sinceros, acompanhadas de outros assados e muita bebida à descrição para todos.
Foi nestes convívios que muitas amizades se fortaleceram e ainda hoje perduram com os nossos vizinhos do lado de cá e também os «nuestros hermanos» de Albergaria e Almedilha.
«Ecos da Aldeia» de Esteves Carreirinha
estevescarreirinha@gmail.com

As Termas do Cró, um dos pilares do desenvolvimento sustentável do concelho do Sabugal, podem desempenhar um papel fundamental na afirmação na nossa região enquanto destino turístico de excelência da Beira Interior Norte.
O termalismo em Portugal, nasceu por razões terapêuticas e foi essa aplicação que lhe conferiu credibilidade e capacidade para se manter.
No entanto, hoje as estâncias termais podem ser consideradas como pólos turísticos de várias valências, conjugando a actividade terapêutica e o bem-estar com o turismo, para além da componente social integrada com as políticas de saúde.
Embora a vertente terapêutica mantenha o seu papel dominante na utilização de estâncias termais, vem-se tornando crescente a procura de programas de Bem-estar, atraindo novos utentes, pela oferta de novos produtos e serviços, com um perfil e motivações de procura diferentes do aquista tradicional o que conduz a uma crescente procura das Termas enquanto destino de fim de semana e/ou férias.
Tal tem conduzido à realização de avultados investimentos na construção/modernização de infra-estruturas e equipamentos de saúde, de lazer e de animação, apostando na qualificação dos recursos humanos e promoção das estâncias termais.
O aparecimento do Bem-estar e as tendências do Turismo deram lugar a novos conceitos de Termalismo, o que conduziu à diversificação da oferta bem como ao reposicionamento no mercado das Estâncias Termais.
O turismo de saúde engloba dois tipos de procura:
1) as pessoas que o procuram por razões essencialmente de carácter médico tendo em vista «a cura»; e,
2) as pessoas que o procuram por razões de promoção de bem-estar ou prevenção/recuperação de forma física.
A competitividade das Estâncias Termais no mercado do turismo de Saúde e Bem-estar deve assentar numa mistura de saúde, beleza e bem-estar, associado ao desenvolvimento de um turismo multisegmentos (reuniões, workshops, caça, pesca, turismo de natureza, etc.), não abandonando, naturalmente o termalismo clássico. Contudo, qualquer que seja a opção estratégica relativamente à gama de serviços a oferecer, torna-se necessário proceder a investimentos na modernização de equipamentos termais, na requalificação da envolvente das estâncias termais bem como na construção/ampliação/modernização de instalações hoteleiras.
Outro factor essencial consiste na devida promoção, comunicação e imagem do produto de modo a atrair novos frequentadores às termas.
A última questão, embora assumindo uma importância decisiva, prende-se com o modelo de gestão: gestão autárquica directa? Empresa pública municipal? Empresa mista pública-privada? ou concessão a privados?
Como se pode depreender do acima escrito, a questão das Termas do Cró não é tão simples assim. Na próxima semana apresentarei as minhas ideias sobre como penso deveria ser tratada esta questão.
«Sabugal Melhor» opinião de Ramiro Matos
ramiro.matos@netcabo.pt
No Dia da Cidade da Guarda, que foi ontem comemorado, o Ministro do Ambiente, Nunes Correia, inaugurou o Parque Urbano do Rio Diz, que foi a mais emblemática obra realizada na cidade no âmbito do Programa Polis.
A Guarda é agora possuidora de um grande espaço lúdico, cuja construção custou dez milhões de euros. O novo espaço estende-se por 21 hectares, onde se inclui o maior parque infantil da Península Ibérica. Possui ainda um amplo espelho de água, zonas verdes e um espaço polivalente semi-coberto com salas para festas e eventos, ludoteca, ateliers e uma biblioteca.
O novo espaço está situado entre a Guarda-Gare, e o centro da cidade, resultando da requalificação urbana de uma área que estava abandonada. A obra vem também reabilitar o Programa Polis da Guarda, que teve início em Novembro de 2000 e estava previsto concluir-se uma das suas intervenções mais visíveis.
No âmbito do Polis Guarda haviam já sido realizadas as intervenções no centro histórico da cidade, na zona envolvente da Sé Catedral, na zona do Torreão e na Avenida da Estação.
Mesmo assim, houve projectos do Polis que nunca foram concretizados e cuja realização espera por melhores dias, nomeadamente uma segunda fase do Parque Urbano do Rio Diz, que incluirá Jardim da Ciência, Museu da Água e Centro de Interpretação Ambiental.
plb
O troço de linha-férrea entre o Pocinho e Barca de Alva, poderá receber obras de reabilitação, com o fim de ser aproveitado para fins turísticos, havendo disponibilidade governamental para financiar o projecto.
A Comissão de Revitalização da Linha do Douro (CRLD) anunciou que vai propor ao governo a reabertura do troço de caminho-de-ferro, que poderá vir a ser explorada pelas câmaras municipais como estrutura de apoio ao turismo na região.
O anúncio da CRLD segue-se a uma longa luta movida pelos autarcas da região, com destaque para o presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, pela recuperação da histórica linha. Também Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças, chegou a defender com veemência no semanário Expresso, na sua coluna de opinião, a recuperação da linha e da imponente e bela estação de Barca de Alva, dada a importância da infra-estrutura para o desenvolvimento do Douro-Interior.
O governo, pela voz do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, deu já sinais de que poderá apoiar a recuperação da linha-férrea, desde que as autarquias assumam efectivamente a sua exploração.
No dia 9 de Dezembro a CRLD realiza em Barca de Alva uma convenção para defesa da recuperação total da linha do Douro. Na convenção vão participar todas as autarquias envolvidas no projecto e dos ex-ministros Augusto Mateus, Arlindo Cunha, Braga da Cruz e Valente de Oliveira.
Os comboios não passam em Barca de Alva há 20 anos, desde que se pôs termo à ligação a Boadilha (Espanha) através da ponte sobre o rio Águeda. Desde essa altura que Barca de Alva perdeu a sua importância enquanto centro urbano, embora venha conhecendo alguma esperança de recuperação desde que os barcos do Douro passaram a navegar até ali carregados de turistas. O comboio poderá ser uma nova oportunidade para aquela região duriense.
plb
A pintora sabugalense Helena Liz inaugurou a exposição «O jardim da memória involuntária» no Teatro Municipal da Guarda (TMG). A cerimónia decorreu na Galeria de Arte e contou com a presença de muitos admiradores da artista.
A sabugalense Helena Liz está radicada em Madrid mas a sua obra já é universal. A exposição de pintura «O jardim da memória involuntária» que a pintora apresentou recentemente na Galeria do Casino Estoril está agora disponível para ser admirada na cidade da Guarda até 30 de Dezembro.
No sábado de manhã, 24 de Novembro, a pintora Helena Liz e o adido cultural da embaixada de Portugal em Madrid, João de Melo, foram os convidados do programa de rádio «Café Mondego» realizado pelo director do TMG, Américo Rodrigues. Na inauguração agendada para as 18 horas na Galeria de Arte do TMG marcaram presença entre os convidados muitos amigos e admiradores da artista.
O director do teatro, Américo Rodrigues, fez uma pequena introdução e deu a palavra ao vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Virgílio Bento, que se congratulou com a abertura da exposição na semana em que se comemora o dia da cidade e dos 808 anos do foral.
A última intervenção coube ao adido cultural da embaixada de Portugal em Madrid, João de Melo que enalteceu as qualidades da artista e da obra afirmando que «as propostas criativas de Helena Liz permitem-nos olhar no feminino a arte com carácter e visão humanista numa leitura múltipla dos quadros onde está patente o conceito de infância, da mulher e da sua interioridade… o conceito do eterno». «Helena cria uma pintura feminina de contrastes no masculino que esbate a fronteira física», definiu ainda João de Melo concluindo que Helena Liz é um nome afirmado no panorama português e no muito exigente mundo artístico espanhol.
O catálogo da exposição contém textos elogiosos de Agustina Bessa-Luís, José de Castro Arines, Lucio Muñoz, Helena Pimenta, Marifé Santiago Bolaños e João de Melo.
A exposição é uma organização conjunta da Câmara Municipal da Guarda, do Centro de Estudos Ibéricos e do Teatro Municipal da Guarda e poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 17 às 19 horas e das 21 às 23 horas. Aos sábados, das 14 às 19 horas e das 21 às 23 horas e aos domingos entre as 14 e as 19 horas.
jcl
A Quinta do Alexandre é a mais recente oferta turística de turismo em espaço rural no concelho do Sabugal inserida numa herdade de 16 hectares a cerca de dois quilómetros da sede do concelho.
Inserida numa zona florestal a Quinta do Alexandre é a mais recente oferta de turismo rural no concelho do Sabugal.
A propriedada de 16 hectares tem dimensões pouco usuais para a nossa região e alcançou nas décadas de 1950 e 60, o primeiro lugar no concurso nacional de Empresa Agrícola Predominantemente Cerealífera sob a orientação de Alexandre Pereira. Na região raiana eram os tempos áureos da produção agrícola de cereais, vinha e pecuária.
A quinta sofreu desde 1996 profundas remodelações pela mão da filha, Elisabete Pereira Lopes, que deu por terminada a sua carreira em maquilhagem de cinema e abriu oficialmente os «portões da quinta» em Junho de 2007.
«Os visitantes percorrem um caminho ladeado de cedros até arribarem às habitações em forma de L que renasceram da antiga casa residencial, do celeiro, da vacaria e da casa dos caseiros. Um enorme castanheiro e os antigos utensílios agrícolas estão agora estrategicamente expostos em recantos floridos», descreve a reportagem promocional do Lifecooler.
O caminho que dá acesso à propriedade está situado na EN 233-3 cerca de dois quilómetros depois da saída pelo lado da automecânica do Sabugal e um pouco antes do cruzamento para a povoação do Cardeal.
A sala é comum e os aposentos têm os sugestivos nomes de: quarto amor perfeito, quarto violeta, quarto alfazema e quarto belaluz.
Com aviso prévio são permitidos animais de estimação e uma oferta especial: o pequeno-almoço está disponível entre as 9 horas da manhã e o meio-dia.
Desejamos uma boa taxa de ocupação ao novo investimento turístico pois isso significará que mais turistas escolheram o Sabugal para passar os tempos livres usufruindo das nossas impares condições naturais.
jcl
A Associação Desenvolvimento Sabugal (ADES) marcou para o dia 14 de Dezembro a apresentação de listas e eleição dos corpos sociais.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Desenvolvimento Sabugal (ADES), José Luís Manso Ramos, convocou uma assembleia geral extraordinária para as 20 horas do dia 14 de Dezembro de 2007 para apresentação de listas e eleição dos diversos corpos sociais.
De acordo com o calendário eleitoral os associados interessados devem apresentar as listas até às 18 horas do dia 13 de Dezembro às 18 horas na sede da Associação sita na Avenida dr. João Pereira.
A composição das listas deve obedecer ao seguinte elenco: Assembleia Geral (presidente, vice-presidente e secretário); Direcção (presidente, vice-presidente, tesoureiro, secretário, três vogais e cinco suplentes); e Conselho Fiscal (presidente e dois vogais). Poderão votar todos os sócios com as quotas em dia.
Entretanto para as 20 horas de sexta-feira, 30 de Novembro, está marcada outra Assembleia Geral Extraordinária para análise da Associação e a sua importância no âmbito da abertura do QREN-Quadro de Referência Estratégica Nacional.
A ADES enquanto associação tem um papel fundamental no desenvolvimento da região promovendo a formação profissional, a fixação de jovens, a criação de emprego e a valorização de recursos humanos sem esquecer a divulgação do património histórico, artístico e cultural da região raiana.
jcl
Segunda-feira (esta semana ficou para terça) é sinónimo de início de mais uma semana de trabalho. E que tal começar o dia a sorrir… Envie-nos uma anedota. Aqui fica o endereço electrónico da nossa caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com
Alternativa do Toureiro Lemos
Num belo dia de festa, complementada com uma tourada, pela tarde, o candidato a toureiro, de seu nome, Lemos, acompanhado pelo amigo, que era gago, tinha, nessa tarde, a grande oportunidade de tirar a alternativa na grande Praça de Touros da localidade, completamente lotada, para assistir a este grande espectáculo.
Quando chegou a vez do Lemos, entra na Praça para tourear o seu touro, e à primeira sorte com a capa, o touro, em vez de investir na capa, marra no Lemos, levando este, ainda, umas cambalhotas, deixando-o maltratado.
A assistência começou a vaiar o Lemos, com assobios e outros impropérios, enquanto o bom do amigo gago, gritava da bancada: «Óh…Lé, Óh…Lé, Óh…Lé!»
O Lemos, ouvindo o Olé de incitamento, decidiu que enquanto houvesse uma pessoa a gritar Olé, não iria desistir e continuava a insistir com o touro, para conseguir a alternativa.
Passadas mais quatro ou cinco tentativas, com a cena a repetir-se, e já com o Lemos em mísero estado, depois de tantas cornadas apanhadas, o amigo continuou a insistir, tentando chamar o Lemos: «Óh…Lé, Óh…Lé, Óh…Lé!»
Quando a assistência parou de vaiar o Lemos, pois não conseguia nada de jeito com o touro, a não ser apanhar cornadas e cambalhotas, ouve-se uma vozinha murmurar da bancada, já cansada de tanto gritar:
«Óh…Lé, Óh…Lé…mos, sai da Praça que o touro má…ta – te.»
Enviada por: Esteves Carreirinha
pts
No dia em que a cidade da Guarda comemora 808 anos da atribuição do Foral o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta no palco do Grande Auditório o «Cancioneiro de Estevam da Guarda» interpretado pelo grupo «La Batalla».
A Câmara Municipal da Guarda e o TMG apresentam, em estreia absoluta, integrado nas comemorações do dia da cidade da Guarda e dos 808 anos da atribuição do foral o espectáculo musical «O Cancioneiro de Estevam da Guarda».
Interpretado pelo grupo «La Batalla», sob a direcção de Pedro Caldeira Cabral, é a primeira vez nos tempos modernos que são interpretadas as Cantigas de Amigo, de Amor, de Escárnio e Maldizer de um dos últimos trovadores da corte de D. Dinis.
O grupo musical foi fundado em 1984 pelo seu actual director, Pedro Caldeira Cabral, incorporado no projecto de animação cultural do museu do Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha. Dedica-se, desde a sua criação, à interpretação de música medieval com especial destaque para o reportório dos trovadores e jograis galaico-portugueses.
O grupo é composto por músicos com formação e experiência em diversas áreas musicais mas dada a escassez de informação musical sobre as épocas escolhidas o grupo não assume a fiel reconstituição histórica dos trechos apresentados.
O espectáculo com a duração de 90 minutos está marcada para terça-feira, 27 de Novembro, às nove e meia da noite. A entrada é livre mediante o levantamento prévio do ingresso na bilheteira do teatro.
jcl (com TMG)
A cidade da Guarda vai acolher uma pequena feira de livros, intitulada «Doces Livros», na qual se colocarão à venda edições editadas pela Câmara Municipal.
A organização do evento está a cargo da Livraria Municipal, que o agendou para o período que vai de 3 a 21 de Dezembro, nos dias úteis. Trata-se de uma mini-feira de livros, doces natalícios e artesanato regional. Pretende-se cativar a vinda de pessoas à biblioteca da cidade para ali saborearem as três artes em exposição – a escrita, a pastelaria e o artesanato.
Todas as obras editadas pela Câmara Municipal terão, durante este período em que ocorre a pequena feira, um desconto de 30 por cento, aqui se incluindo livros, postais, discos, filmes, t-shirts e outros produtos. As compras iguais ou superiores a 15 euros terão a oferta de uma colecção de cadernos «O Fio da Memória», editados pela Câmara Municipal da Guarda, com o intuito de fixar histórias, personagens e tradições fortemente ligadas ao concelho.
Uma iniciativa que merece a atenção dos guardenses e dos que estão de passagem pela cidade mais alta.
plb
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almeida comemorou este domingo, 25 de Novembro, as bodas de Diamante, com um programa evocativo muito variado.
As comemorações dos 75 anos da associação iniciaram-se logo de manhã com a realização em Almeida de uma Assembleia-geral da Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda.
Depois teve lugar o evento mais emblemático da comemoração, que foi a Sessão Solene evocativa da efeméride. A mesma sessão foi pródiga em condecorações, louvores e promoções. A sessão terminou com a bênção de uma nova viatura.
As comemorações foram o ensejo para os voluntários de Almeida reclamarem de viva voz a edificação do novo quartel, há muito desejado.
Os Bombeiros Voluntários de Almeida contam com um efectivo de 67 operacionais com 21 viaturas, socorrendo uma população de quase nove mil habitantes, distribuídos por 29 freguesias.
plb
«Ai Linho!» é o nome de uma exposição que está patente em Penamacor, com a finalidade de dar a conhecer a forma como era antigamente tratado o linho nas aldeias beirãs.
Mostram-se os utensílios usados no tratamento do linho e explicam-se as diferentes fases desse tratamento. Trata-se de um apelo à memória de uma cultura que foi um dos pilares da vivência antiga nas nossas aldeias, e que há muito está completamente ultrapassado.
A mostra explica tudo acerca do linho, planta fibrosa que chegava a atingir um metro de altura e que era cultivada nas baixas e depois arrancada e sujeita a diferentes fases de manuseamento, até se atingir a fiação e a confecção de panos no tear.
A semente do linho, a baganha, era muito aproveitada para produzir farinha, que depois era usada para fins medicinais.
O linho foi cultura primordial nas aldeias do interior até meados do século XX, tratando-se de uma produção que envolvia as pessoas na busca da auto-suficiência, procurando assim garantir a confecção própria do vestuário.
A exposição decorre de 25 de Novembro a 31 de Março de 2008 no Museu Municipal de Penamacor. Poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 9 às 17:30 horas e ao sábado e domingo das 10 às 18 horas.
plb
Devido aos muitos acidentes ocorridos nas últimas semanas, de onde resultou elevado número de mortos e feridos graves, o governo decidiu antecipar este ano a tradicional «Operação Natal», com um reforço na vigilâncias das estradas, que já se iniciou no último domingo.
A operação «Natal em segurança 2007», que costuma arrancar no início de Dezembro, teve este ano o seu início antecipado para o último domingo de Novembro, por decisão do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
O sinistro da A23, onde morreram 16 pessoas, foi a pedra de toque para esta antecipação da operação, a qual começa pela sensibilização dos condutores para os perigos da estrada, devendo ter todo o cuidado, de modo a evitar acidentes. A habitual deslocação de pessoas na quadra natalícia preocupa o governante, que pretende evitar que a tragédia dos acidentes de viação seja uma notícia sistemática nesse período.
A operação irá prolonga-se até 7 de Janeiro, envolvendo cerca de mil efectivos da GNR, 800 da PSP e 1600 elementos da Autoridade Nacional de Protecção Civil e de Emergência Médica.
plb
A vida no planeta está a alterar-se. As condições climáticas e ambientais são motivo de muita preocupação. Ambiente, biodiversidade e sustentabilidade são palavrões que estão cada vez mais na ordem do dia. Em dia de São Martinho a Junta de Freguesia do Soito foi a anfitriã da «7.ª Caminhada pelo Interior».
As preocupações com o Ambiente estão na ordem do dia. Todos nos queixamos que tivemos chuva nos meses de férias e um verão de São Martinho que já dura há demasiado tempo. Preocupações legítimas acompanhadas de avultados investimentos em projectos relacionados com a biodiversidade. O objectivo é evitar a extinção dos recursos vivos, biológicos ou genéticos. O Instituto da Conservação da Natureza alterou o nome e acrescentou a palavra Biodiversidade. Instituições bancárias e empresas como a EDP, a Carris ou a Companhia das Lezírias assumem compromissos de minimizar os impactes negativos decorrentes das suas actividades.
O desenvolvimento sustentável passa pela optimização dos recursos hídricos e protecção dos ecossistemas marinhos. Esteve recentemente no Sabugal o cientista José Xavier a proferir uma palestra sobre o tema para alunos do concelho.
Os cientistas acreditam que as temperaturas cada vez mais elevadas resultam das nefastas acções do Homem e provocam fenómenos como o efeito estufa, a camada de ozono, o degelo e o aquecimento global. Os incêndios e consequente desflorestação das serras provoca alterações irreversíveis nas temperaturas e no Ambiente
No início do ano, o Governo reviu em alta as metas para a produção de electricidade com origem em fontes de energias renováveis. A produção hídrica representa 70 por cento do mercado das renováveis. A eólica tem instalados 2000 MW e o orçamento do Estado contempla incentivos fiscais à energia solar térmica e aos biocombustíveis. A biomassa disponível não chega ainda a preencher metade da procura nacional.
Caminhadas pelo Ambiente
Realizou-se no domingo, 11 de Novembro, a 7.ª Caminhada pelo Interior patrocinada pela Câmara Municipal do Sabugal. E em dia de São Martinho a concentração só podia mesmo ser no Soito (terra de castanhas e castanheiros) com organização impecável da Junta de Freguesia local. Em manhã soalheira e sem frio, apesar da geada da madrugada, os participantes desfrutaram ao longo do percurso das cores outonais da floresta. A iniciativa, tem vários méritos: amiga do Ambiente (a pé, de cavalo ou de BTT), permite o contacto com a biodiversidade e sensibiliza para o desenvolvimento sustentável levando-nos a acreditar que vale a pena viver no Interior. Mas… desfrutar a paisagem, a Natureza e a conversa de ocasião com outro participante é incompatível com o passo apressado de alguns.
A próxima já está marcada pelo presidente Manuel Rito. Realiza-se a 9 de Dezembro na zona do Casteleiro.
Denota-se esforço conjunto no sentido de criar eventos e motivações para chamar pessoas ao concelho. O número de visitantes nos castelos de Sortelha e do Sabugal aumentou em relação em 2006. É bom sinal.
Nota final: A Feira da Castanha e do Cogumelo recebeu rasgados elogios. Para quando uma marca raiana da castanha, do tartulho e do míscaro?
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
O director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), Américo Rodrigues, fez as honras da casa e levou em visita guiada Virgílio Bento, vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda, João de Melo, adido cultural da embaixada de Portugal em Madrid, o Capeia Arraiana e outros convidados pelos bastidores do edifício de todas as culturas.
O convite partiu do director, Américo Rodrigues, e era irrecusável. Conhecer por dentro o edifício onde funciona o TMG e simultaneamente ficar a saber um pouco mais sobre as estatísticas, as dificuldades e a orgânica do funcionamento do espaço que está sob a responsabilidade da empresa municipal CulturGuarda.
O TMG foi inaugurado no dia 25 de Abril de 2005 e teve (como todos os teatros) acesso durante o primeiro ano de funcionamento a vantagens e subsídios que permitiram elaborar uma programação ambiciosa e de alto nível. «Tínhamos, até, um serviço de baby-sitting onde as crianças interagiam com motivos relacionados com a peça de teatro a que os pais estavam a assistir», esclareceu Américo Rodrigues aos presentes. «Mas os equipamentos de cultura como este só podem concorrer durante o primeiro ano e depois, passamos do muito bom para ajustamentos a um orçamento muito apertado», clarificou o responsável.
«Actualmente integramos a bolsa de Castilla y León permitindo-nos ter uma programação com mais qualidade e variada. Tivemos que procurar em Espanha o que o nosso ministério da Cultura não nos proporciona apesar na nossa aposta no serviço educativo com iniciativas de envolvimento com instituições, associações, grupos culturais e colectividades», lamentou o director do TMG.
O primeiro ano de actividade registou 315 eventos (quase um por dia), 47 mil espectadores e mais de 100 mil utentes de um espaço multiusos que permite exposições de pintura, lançamento de livros e sessões de diferentes temáticas.
Partindo da Galeria de Arte o grupo, guiado por Américo Rodrigues, iniciou a visita no piso O, pelo Grande Auditório, imponente nos seus 626 lugares, palco das grandes produções de teatro, ópera, dança ou música. O elevador levou-nos ao Pequeno Auditório, no piso 2, com capacidade para 164 espectadores e que é também utilizado como sala de cinema. A sala de ensaios, o café concerto e os bares de apoio foram os restantes espaços visitados.
O TMG está integrado no tecido urbano central num declive ou não estivéssemos na cidade da Guarda. A entrada principal está estrategicamente virada para o espaço onde num futuro próximo um arranjo urbanístico irá substituir as actuais instalações da GNR.
Ao arquitecto Carlos Veloso que coordenou a equipa técnica do projecto do TMG apenas um reparo. O clima da cidade mais alta de Portugal nem sempre está disposto a colaborar quando os visitantes são obrigados a passar de um edifício ao outro pelo exterior. Américo Rodrigues defendeu a opção considerando que assim permite aos visitantes respirar qualidade. «Temos no Turismo garrafas com o ar da Guarda engarrafado para quem nos visita. É um acto de poesia», concluiu afinado e criativo.
jcl
O Magusto realizado no dia de São Martinho por iniciativa da Associação Recreativa e Cultural dos Forcalhos (ARCF) encerrou um ciclo de actividades que se desenvolveu ao longo do ano de 2007 no seio da colectividade de Forcalhos.
Caminhadas a pé, piqueniques, sarau cultural, publicação do jornal semestral «Notícias dos Forcalhos», exposições, artesanato, miniaturas, pinturas, literatura, palestra, concurso de fotografias, recepção da concentração de motards (funcionários dos Serviço Prisionais – com apoio da Junta de Freguesia dos Forcalhos), música… preencheram a agenda da Direcção da ARCF.
A aposta foi num programa diversificado cujos objectivos foram, sem dúvida, envolver o maior número possível de pessoas, mobilizar os saberes e as competências daqueles que podem enriquecer o presente e o futuro de uma comunidade com História, assim como divulgar a nossa região.
Convém ainda salientar as manifestações populares a partir das quais surgiram convívios organizados espontaneamente por grupos de amigos tais como os passeios a cavalo de cavaleiros Forcalhenses, convívio no Dia de São João, as tradicionais festas do Santíssimo Sacramento e a Capeia Arraiana com o seu tradicional encerro, o Boi da Aguardente, a tradicional Ronda… e brevemente os festejos da Quadra de Natal durante a qual a Fogueira da noite de Consoada proporciona o reencontro e convívio entre forcalhenses e amigos até altas horas da madrugada.
A dinamização dos espaços criados contou decisivamente com o contributo dos associados e conterrâneos e também apoiado pelo Gabinete de Apoio ao associativismo da Câmara Municipal do Sabugal. Contámos ainda com a contribuição da ADES que forneceu quadros para a nossa exposição.
Procurou-se promover um sentimento de pertença em relação a uma memória colectiva que corre o risco de se perder nas brumas do esquecimento.
A ideia do programa era também aproveitar o potencial dessa população flutuante, movimento migratório, conterrâneos e amigos que usufruindo os períodos de férias (Páscoa, Santos Populares, Verão, Festas Religiosas, Capeias Arraianas, Dia de Todos os Santos, Natal e fins-de-semana prolongados) cada vez mais vezes se deslocam para a sua terra.
Cenários de beleza indiscutível serviram de pano de fundo para todos quantos participaram nos diferentes eventos e visitaram a nossa aldeia: paisagem natural, a Ermida de Nossa Senhora da Consolação (onde brotou água milagrosa de uma rocha para matar a sede a uma criança), Raia (fronteira), as aldeias circundantes, a Genestosa (considerada a maior floresta de carvalhos da Europa), sepulturas antropomórficas, Barrocos das Andorinhas (impressionante conjunto granítico formando um abrigo espectacular), Parque de Merendas…
A ARCF quer aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os que apoiaram e contribuíram para o sucesso dos diferentes eventos e deixa aqui um convite para todos os que desejam descobrir uma aldeia com tradições e… em movimento!
Até ao próximo ACTIV A MENTE NOS FORCALHOS 2008!
Filipe Manso Carlos (Presidente da Direcção da ARCF)
O Sporting Clube do Sabugal deslocou-se ao campo do Sporting de Meda no passado domingo, onde arrancou um empate a duas bolas, mantendo-se no quarto lugar da tabela classificativa a par com a Associação Desportiva de Manteigas.
Disputadas nove jornadas, a equipa sabugalense ainda não conheceu a derrota, averbando três vitórias e seis empates. É mesmo a equipa com melhor goal average, com 22 golos marcados contra apenas oito sofridos. Isso explica porque ocupa a quanta posição na classificação, atrás do Fornos de Algodres, que é líder, do Gouveia e do Foz Côa.
Depois de ter empatado em casa com o Gouveia, o Sporting do Sabugal deslocou-se ao campo do Meda, onde enfrentou uma equipa difícil, que tem seguido no topo da tabela classificativa e que é a equipa com mais golos marcados no campeonato da primeira divisão do distrito da Guarda.
Nos restantes encontros o Gouveia recebeu e bateu o Manteigas com três bolas sem resposta, o Mileu empatou em casa a zero golos com o Vila Cortez, o Almeida perdeu em casa com o Lageosa do Mondego com um golo sem resposta. Os Açores ganharam em casa ao Vilar Formoso por 2-0, o Trancoso foi ao campo do NDS empatar a uma bola, o Fornos de Algodres recebeu e bateu os Vilanovenses por 4-1 e Foz Côa ganhou em casa ao Aguiar da Beira por 2-1.
plb
Segunda-feira é dia de publicar a «Imagem da Semana». Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com
Data: 25 de Novembro de 2007
Local: Rebolosa
Legenda: Feira Anual de Santa Catarina 2007 – Licença e correspondente autorização para a matança do porco caseiro
Autoria: Capeia Arraiana
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A secção de Judo do Sporting Clube do Sabugal passou a dispor, esta época, da classe de «Baby Judo» para crianças entre os três e os cinco anos.
À semelhança de outras modalidades, a prática do judo é possível desde tenra idade.
Respondendo às solicitações de alguns pais do Sabugal, a secção de judo do Sporting Clube do Sabugal aceitou o desafio de criar classes para as crianças com idades compreendidas entre os três e os cinco anos.
Para a concretização deste projecto, o treinador de judo do Sabugal teve a colaboração do medalhado olímpico Nuno Delgado no que diz respeito a alguns pormenores relativamente ao tipo de trabalho a desenvolver com as crianças destas idades, tendo visitado as instalações do Parque das Nações onde já algum tempo a pequenada se diverte nos «tatamis».
Sendo o Judo uma modalidade desportiva de grande complexidade motora, é sempre positivo o início precoce da sua prática, pois irá permitir um melhor desenvolvimento das capacidades psico-motoras dos jovens praticantes, facto esses que faz com que alguns países onde o Judo está mais enraizado tenha iniciado esta actividade com os mais pequenos há mais tempo.
djmc
A Câmara Municipal do Sabugal e a Diputácion de Salamanca viram aprovada a candidatura conjunta ao programa comunitário que visa melhorar as ligações entre localidades junto à raia e destas com os concelhos limítrofes.
No âmbito da cooperação transfronteiriça Portugal-Espanha a Câmara Municipal do Sabugal (como chefe-de-fila) em parceria com a Diputácion de Salamanca apresentaram uma candidatura ao Programa de Iniciativa Comunitária ao INTERREG III-A denominada «Permeabilização da Fronteira Sabugal-Província de Salamanca».
O objectivo da candidatura, entretanto aprovada, visa melhorar algumas estradas do concelho do Sabugal permitindo ligações mais rápidas e seguras entre as localidades sabugalenses e destas a Espanha e aos concelhos limítrofes.
O projecto potencia mais segurança e rapidez nas viagens entre a província de Salamanca, passando por Ciudad Rodrigo e a região da Cova da Beira até Castelo Branco, descongestionando o IP5 e incrementada a curto prazo com a construção da ligação da fronteira à A23 através do concelho do Sabugal.
As estradas municipais sabugalenses melhoradas pelas intervenções financiadas pelo FEDER são: Aldeia da Ponte-Forcalhos, Alfaiates-Soito, Pousafoles-Penalobo e Baraçal-Vila do Touro. Do lado espanhol foram contempladas as ligações Fóios-Navasfrías (troço Navasfrías-Aldeia do Bispo até à fronteira), Aldeia do Bispo-Troço El Payo (até à fronteira) e Navasfrías-Casillas de Flores (até ao limite provincial).
Os melhoramentos agora concretizados (especialmente os caminhos de terra batida de ligação a Navasfrías) eram há muito desejados pelas populações transfronteiriças e permitirão, a partir de agora, acessos mais rápidos entre os dois lados da raia sabugalense com evidentes benefícios para todos.
jcl
No âmbito de tentar divulgar o que se passa por cá aos que se encontram longe da nossa terra, informamos neste espaço que Forcalhos recebeu mais uma vez cavaleiros da Raia no domingo, dia 18 de Novembro, numa iniciativa que tem vindo a perpetuar-se há uns anos, através da nomeação de mordomos que desta vez foram os forcalhenses Zé Nói e Quim do Ilídio.
Logo de manhã, por volta das 10 horas, após o pequeno almoço servido pela organização do evento frente à sede da Associação dos Forcalhos, dezenas de cavaleiros iniciaram o itinerário que contou com passagens pelo Fornito, Genestosa, região de Casilhas de Flores (Espanha) e de Albergaria de Argañan (Espanha). O destino era a Ermida de Nossa Senhora da Consolação (Forcalhos) onde foi servido o almoço no Parque das Merendas dos Forcalhos.
A organização merece uma nota positiva pelo sucesso do programa.
São Martinho assegurou que o tempo estivesse bom e o ambiente entre os convivas não podia ter sido melhor. O passeio/convívio teve como cenário, uma paisagem natural de reconhecida rara beleza. Estas iniciativas são valiosíssimas… promovem o lazer e confraternização entre as gentes da nossa região, dando a conhecer aspectos do seu património (sobretudo paisagístico).
Os novos mordomos, nomeados para o próximo passeio são de Valongo do Côa, tratando-se de pai e filha. A expectativa é grande e acreditamos que será outra experiência enriquecedora… e que a tradição desses convívios se mantenha!
Filipe Manso Carlos (Forcalhos)
Mapone é um anagrama do escritor Manuel Poças das Neves, nascido em 1931 na freguesia de Reguengo do Fetal (região de Leiria) mas que tem profunda ligação à Beira Baixa, cremos que por ter constituído família na zona do Fundão.
E tão fundo se ligou que, ao iniciar uma carreira de romancista, o seu primeiro romance, de estilo bucólico («Monte das Giestas», 1967) tem a Serra da Gardunha por cenário, e o romance teve consentâneo prefácio do famoso dr. Rolão Preto, que, independentemente de uma vida política controversa, foi um regionalista, muito dedicado às terras da Gardunha.
Quanto a Mapone, tem obra nas áreas porventura distantes uma das outras, como sejam a Gastronomia regional (das regiões de Leiria e do Fundão), o turismo e, sobretudo desde 1974, a historiografia local, cujo percurso iniciou com os estudos para uma monografia da vila de Castelo Novo, hoje freguesia do concelho do Fundão, mas que é vila antiga, templária, granito embutido no granito. Uma preciosidade do património construído na serrania que olha a campina.
Tivemos o proveito de escutar Mapone, nas Jornadas que, há anos atrás, se realizaram em Castelo Novo, a propósito de mais um centenário do antigo foral da vila.
Mapone surpreende-nos agora com um outro Estudo de história local, e bem local, já que tem por tema um pequeno pedaço de terra, um covão, para onde escorrem as inverniças enxurradas, e onde, outrora, terras baldias, os povos circunvinhos apanhavam lenha para os lares, pastoreavam gados e um que outro cavava a terra para obter pelo menos algumas batatas e algum centeio. Esse covão é o que dá o título ao presente livro: «Charneca do Algar d’Água. História duma Guerra intestina no Concelho da Batalha, 1882-1940» É a apresentação documental de uma prolongada guerra (mais do que simples querela) entre as freguesias de Fátima, Reguengo do Fetal, S. Mamede e Santa Catarina da Serra e os concelhos da Batalha e de Vila Nova de Ourém, pela posse da referida Charneca do Algar d’Água, toponímico aliás bem bonito, a sugerir arcaicas origens.
Ignoramos se no País ainda há baldios. Da nossa meninice lembra-nos a política da Junta de Colonização Interna quando, no Alto Côa e nas abas da Serra da Malcata, procedeu ao cadastro dos baldios, que fraccionou em lotes, depois sorteados pelas famílias. Foi um drama, porque famílias, muitas, tinham cavado fracções de terra para cultivo, sendo o único pedacinho que possuíam. Ao perderem-no, ganharam por sorteio outra parcela, sabe Deus onde, e de pouco agrado. Muita gente, de facto, só cultivava a terra graças à existência do baldio.
Não aconteceram guerras, mas, no caso da fundação da Colónia Agrícola Martin Rei (Peladas) no termo do Sabugal, nem tudo foi pacífico, uma vez que a vila do Sabugal e a sua anexa (Torre) foram os beneficiários da Colónia, em que se instalaram casais daquelas terras ,com casa de morar, estábulo, apoio à compra de vacas de trabalho, etc., o que foi muito bom, mas, por outro lado, Quadrazais sofreu o prejuízo. Nas Peladas criava gado e, quem tivesse carro de bois, ia lá arrancar cepas para o lume.
A ideia de baldio levanta sempre a ideia de propriedade. Segundo uns, para ser livre é vantajoso não possuir propriedade – era a ideia dos Espirituais da Idade Média – segundo outros, a propriedade é a garantia de liberdade: só é livre quem tiver propriedade, pelo que a repartição dos baldios deu uma quota de posse a muitos que a não tinham. Porém, neste arquivo de documentos que Mapone encontrou, leu, descodificou e ajustou de forma lógica e temporalmente sequencial, é toda uma gesta de fossado (guerra de fronteiras) e de presúria (como no tempo dos fogos mortos da Reconquista Cristã) que durou cerca de 60 anos, aqui perto, nas barbas do poder central. Processo complicado, que envolve Juntas de Paróquia, Regedorias, Párocos, Comissões Administrativas, Populações e, também, como pitada de sabor a sal, os motins ao gosto da Maria Fonte. Armas: os utensílios da lavoura – podoas, podões, enxadas e enxadões e outras tecnologias bélicas ou de lavoura. Do processo nasceu uma nova freguesia, a de São Mamede, mas nem por isso os ânimos se acalmaram desde logo. Os costumes e os hábitos levam o seu tempo a curar.
Esta obra, em que o gosto literário só é ultrapassado pelo rigor da pesquisa documental em vários arquivos e chancelarias, tem um prefácio do professor Joaquim Veríssimo Serrão, que anota esses valores: os dons literários e os factos investigados.
«Carta Dominical» de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com













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