D. José Francisco Sanches Alves, o bispo sabugalense, titular da diocese de Portalegre e Castelo Branco, deu uma entrevista à Rádio Portalegre, onde fala muito de si próprio, revelando curiosidades.

D. José Alves, Bispo de Portalegre e Castelo BrancoNascido na Lageosa da Raia, concelho do Sabugal, o bispo raiano tem agora 66 anos, é doutorado em Psicologia e é professor reformado. É benfiquista e foi durante alguns anos jogador de hóquei em patins.
Estudou Filosofia e Teologia nos seminários de Évora e foi ordenado padre na catedral dessa cidade. Viajou depois para Roma onde se licenciou em Ciências da Educação e se doutorou em Psicologia.
Foi pároco de Escoural, na diocese de Évora, ao mesmo tempo que foi professor do Instituto Superior de Teologia. Foi depois secretário diocesano da catequese e reitor do Seminário Maior de Évora. Depois seria vigário geral da diocese, para além de coordenador da Pastoral e presidente do cabido da catedral.
Em 1998 foi nomeado Bispo auxiliar de Lisboa e é desde 2002 presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Social.
D. José Alves, que é bispo de Portalegre e Castelo Branco há três anos e meio, disse que desde então não recebe qualquer ordenado ao fim do mês. É professor reformado e faz declaração de IRS, que aliás já fazia antes de ser bispo. Nas suas deslocações, usa sempre o seu automóvel particular.
Sobre a possibilidade de se criar uma nova diocese, por divisão da sua em duas, o bispo responde com diplomacia: «A criação de uma nova diocese é da exclusiva competência da Santa Sé, e, como tal, não compete ao Bispo tomar essa iniciativa.»
Exprime que sente que o povo alentejano é mais intimista que o beirão, mas a grande diferença entre a Beira e o Alentejo está na prática dominical, que no Alentejo é muito menos numerosa.
Instado a pronunciar-se a possibilidade, muito falada, a da sua próxima nomeação como arcebispo de Évora, o prelado é cauteloso, afirmando que gosta muito de Portalegre e de Castelo Branco, e por isso para já essa possibilidade não existe.
plb